Perigos No século 19, a medicina começou a fazer campanha contra a intimidade entre os que morriam e os vivos. A morte passou a ser propriedade do hospital. A preocupação era justa. O crescimento das cidades tornou as epidemias mais comuns e os médicos recomendavam o contato mínimo com o morto e os cemitérios foram se afastando dos centros urbanos. Finados Velórios mais rápidos em capelas impessoais dos cemitérios, nada de cortejos, apenas uma missa de sétimo dia, o ritual de passagem foi sendo sufocado pelas premências da vida moderna. Porém, no dia 2 de novembro, muitas famílias cristãs ainda visitam os cemitérios, lavam as sepulturas, ajeitam os jardins, trocam as flores dos vasos, acendem velas e fazem orações. É um dia de reflexão para muitos. Independente da religião, as pessoas têm mais recordações de seus entes queridos no Dia de finados, e as flores, rosas, comidas, danças e rezas são elementos significativos que juntos fortalecem o coração dos seres viventes.
Fique ligado! No século 19, 40% dos mortos de São Paulo eram vestidos com a roupa de São Francisco, símbolo de desprendimento e pobreza. E o próprio santo era encarregado do resgate de almas do Purgatório para o Céu.
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