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A captura do terrotista

Após quase dez anos de buscas, o atual presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou a captura e morte do líder da Al-Qaeda na cidade de Abbottabah, Paquistão, no dia 1º de maio de 2011. A localização do esconderijo de Bin Laden foi identificada a partir de investigações dos serviços de inteligência norte-americanos e dados de informantes de regiões próximas ao Afeganistão.

Após meses de vigilância, as equipes conseguiram chegar até mansão onde Bin Laden se escondia. Depois de observarem a rotina do local, perceberam que a residência  não possuía linha telefônica, acesso a internet, além de os moradores queimarem o lixo no próprio quintal, dificultando ainda mais as investigações. As suspeitas foram então se confirmando e um plano de ação foi traçado para a captura do maior inimigo norte-americano.

A missão, liderada por um grupo secreto do mais alto escalão da marinha americana, durou apenas 40 minutos. A equipe recebe um treinamento específico e o responsável por abater Osama Bin Laden poderia ser considerado herói, mas a organização secreta, por não existir oficialmente, nada pôde revelar sobre o autor do tiro que matou o terrorista. As agências de inteligência norte-americanas divulgaram que o líder da Al-Qaeda havia reagido à invasão e por isso teria sido morto com um tiro na cabeça.

No discurso oficial do Presidente Obama foi divulgado que no ataque os americanos tomaram posse do corpo do terrorista. O corpo teria sido atirado ao mar, o que viola as leis de sepultamento islâmicas, segundo as quais o corpo deve ser enterrado em terra. Criticados por líderes religiosos, o governo dos EUA justificou-se dizendo que a decisão teve como objetivo evitar que o local onde Bin Laden fosse enterrado se tornasse um mausoléu de peregrinação dos seguidores do terrorista. Além disso, Washington declarou que os rituais fúnebres foram respeitados e que antes de ser sepultado no mar, foram pronunciadas palavras religiosas.

A morte de Bin Laden não representa o fim da "guerra ao terror" - pelo contrário, com a ação, o povo americano recuperou o orgulho ferido no 11 de setembro, intensificou o sentimento de justiça e fortaleceu o atual governo na perseguição contra o terrorismo. Atualmente, a situação no Afeganistão chegou ao seu nível mais violento. A população tem receio de que as forças do Taliban voltem com força à frente do governo do país. Em julho de 2011, o governo dos EUA declarou o início da retirada de seus aproximadamente 100 mil soldados da região afegã, ação que pode se estender até 2014.

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