Com a chegada da eletricidade, em 1907, as salas de cinema se multiplicaram no Rio de Janeiro, então capital do país. As casas cinematográficas mais famosas eram o Chopp Cantante, o Cinema Pathé e o Cinema Parisiense, todas no Rio de Janeiro. O número de produções brasileiras também cresceu muito. Essa fase do cinema brasileiro ficou conhecida como Bela Época.
Documentários e ficções Na primeira década do século, produziam-se dois gêneros de filmes: os documentários e os filmes de ficção. Os primeiros, conhecidos como naturae, eram realizados com base em fatos reais e, muitas vezes, reconstituíam crimes. Uma película que ficou muito famosa na época foi Crime da mala (1908), de Francisco Serrador e Alberto Botelho. O outro formato predominante, ficcional, constituía-se de filmes conhecidos como 'posados'. Eram, na maioria das vezes, baseados na literatura brasileira. O destaque fica com Guarany, de Vittorio Capellaro, de 1916.
Concorrência estrangeira Em 1912, o cinema brasileiro entra em sua primeira crise com a chegada das grandes companhias de cinema europeias e norte-americanas. Os cineastas nacionais não conseguiram concorrer com o cinema estrangeiro. Foi o fim da Bela Época.
|