| Artes |
|
|
| Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. |
|
|
Crise na produção
A chegada de filmes estrangeiros no país, em 1912, causou a primeira grande crise no cinema nacional. Não havia mais dinheiro para financiar a produção nacional, com problemas de exibição nas salas de cinema, ocupadas pelos filmes norte-americanos, que predominavam no mercado mundial. A solução foi realizar filmes baratos, apresentados somente para o público local.
Nessa época, para ganhar algum trocado, muitos cineastas eram contratados para filmar fazendas. O pouco dinheiro que ganhavam era aplicado em produções baratas de ficção. De 1912 a 1922, foram produzidos anualmente cerca de seis filmes de enredo, nem todos com duração de mais de 1 hora. Os principais realizadores do período eram Francisco Serrador, Antônio Leal e os irmãos Botelho.
Cavações
Os cineastas brasileiros sobreviviam produzindo documentários e cinejornais que levantavam recursos para os filmes de ficção. Eram as chamadas 'cavações', produções sob encomenda, muito comuns nessa época, nas quais empresas ou importantes famílias contratavam um cinegrafista e sua equipe para fazer um documentário institucional ou registro de casamentos e batizados. Entre as ficções desse tempo, destacam-se obras antológicas da literatura brasileira, especialmente as do período romântico.
Produções regionais
Em 1923, a produção cinematográfica, que se limitava ao Rio de Janeiro e a São Paulo, estende-se a Campinas (SP), Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em Cataguases (MG), o fotógrafo italiano Pedro Comello e o jovem Humberto Mauro realizam Os três irmãos (1925) e Na primavera da vida (1926). O movimento gaúcho, menos expressivo, produz Amor que redime (1928), um melodrama urbano de Eduardo Abelim e Eugênio Kerrigan. Em Campinas, destaca-se o drama regional João da Mata (1923), de Amilar Alves. O ciclo que mais produziu foi o pernambucano, com destaque para A filha do advogado (1926), de Jota Soares; Retribuição (1925) e Aitaré da praia (1925), de Gentil Roiz; Jurando vingar (1925), de Ary Severo; e Filho sem mãe (1925), de Tancredo Seabra. A maior parte das produções dessa época era regionalizada e isolada. Por causa da falta de recursos, os filmes regionais não conseguiam chegar ao mercado nacional. Os cineastas paulistas, por exemplo, não sabiam o que estava sendo produzido no Rio Grande do Sul ou em Pernambuco. Essa época ficou conhecida como os 'ciclos regionais'. Apesar do isolamento, os filmes regionais eram muito parecidos entre si, pois copiavam o modelo hollywoodiano. Os famosos
Os principais filmes dos 'ciclos regionais' foram: Fragmentos da vida (1929), de José Medina; Pitoto 13 (1930), de Achilles Tartari, e São Paulo, Sinfonia da Metrópole (1929), de Rudolf Lusting e Adalberto Kemeny.
Você sabia?
O primeiro filme brasileiro falado foi a comédia musical Acabaram-se os otários (1929), de Luiz de Barros. O sistema Movietone, que possibilitava gravar o som no próprio filme, só foi introduzido no país em 1932, no curta-metragem Como se faz um jornal moderno, produzido pela Cinédia.
|
|
| |
|