Muito antes da Era Cristã, a pipa (ou 'papagaio', ou 'pandorga', como também é conhecida) era tão popular que passou de pai para filho e deu a volta ao mundo centenas de vezes. Os antigos egípcios já mencionavam, em hieróglifos, esses objetos controlados por linhas.
Os fenícios e os polinésios também os conheciam. Nos países orientais, como a China, país dos supostos criadores da pipa, a arte de empinar papagaio está associada à religião e ao misticismo, pois, ao ganharem pinturas de dragões, esses artefatos atraem a prosperidade. Pipas em forma de tartarugas pedem por uma vida longa. Grandes carpas coloridas louvam a fertilidade.
No Brasil, essa peça artesanal recebeu nomes variados – maranhão, raia, quadrado, barrilete, papagaio, pandorga, peixinho –, mas com a mesma e única finalidade: fazer a alegria das crianças e dar asas à imaginação. Tipos variados As pipas mais simples, como a capucheta, são feitas de papel e não têm varetas em sua estrutura. São compostas apenas por uma folha de jornal recortada e possuem uma cauda simples (feita de papel ou plástico fino) amarrada a uma linha. Também existem pipas mais complexas, como a caixa, tridimensional, de estrutura rígida, muito mais resistente.
Diversão garantida Seja a pipa plana ou curva, a brincadeira consiste em acompanhar suas acrobacias no ar com uma linha de carretel, e deixá-la 'dançar' ao máximo no céu.
No alto, esse pássaro de papel transforma-se numa bandeira que tremula ao vento antes até dos tempos do filósofo Archytas de Tarento, contemporâneo a Platão, ao qual se atribui o invento, segundo alusões feitas por Câmara Cascudo.
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