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A festa dos reis escravos

O maracatu nasceu nos cortejos religiosos da tradição afro-brasileira, nos quais os negros acompanhavam os 'reis' eleitos pelos escravos para a coroação nas igrejas. A cerimônia era seguida de batuque em homenagem à padroeira, Nossa Senhora do Rosário.

Cortejos de reis negros

Para provar que, apesar da escravidão, ainda mantinham seu poder e prestígio, os reis africanos participavam dos cortejos religiosos – única ocasião social à qual os negros tinham acesso – seguidos por seus séquitos. Esses cortejos eram chamados maracatus, e com o tempo tornaram-se uma representação muito comum em festas populares.


As várias nações africanas

Antigamente, os cortejos de maracatu podiam ser vistos em festas religiosas, cívicas e populares. Hoje só acontecem durante o carnaval, principalmente em Pernambuco. Os blocos saem pelas ruas cantando e dançando, divididos em alas que representam as nações africanas. O cortejo é acompanhado por músicos e, na frente, vão duas negras, que carregam bonecos representando o príncipe Dom Henrique e a princesa Dona Clara. Os outros personagens são príncipes, damas, embaixadores, vassalos, escravos, dama-do-paço e indígenas.

Apesar dos vários personagens, o maracatu não tem enredo
Desfile sem enredo

Apesar dos personagens, o maracatu não tem enredo. É um desfile ao ritmo da música, marcado pelo som forte dos tambores. Faz parte da tradição a presença de um chapéu-de-sol (guarda-sol) vermelho, elemento que representa o sol protetor. Na Paraíba há grupos semelhantes, as cabindas. Os integrantes do maracatu formam grupos chamados Nações.


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