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As moléculas orgânicas teriam sido arrastadas da atmosfera para o mar pela ação das chuvas. No mar, combinaram-se umas com as outras e geraram moléculas mais complexas.
| Dissolvidas na água, as moléculas mais complexas teriam formado uma espécie de caldo primitivo, criando o ambiente propício para que, posteriormente, os primeiros seres vivos se desenvolvessem.
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Aparecimento dos primeiros seres vivos
Algumas das moléculas orgânicas dissolvidas no caldo primitivo se concentraram formando pequenos aglomerados. Estes foram chamados por Oparin de coacervados e eram agregados de aminoácidos (componentes das moléculas de proteína) ainda sem vida. Em algum momento, pode ter se desenvolvido nestes coacervados uma molécula com a capacidade de se autoduplicar, formando assim o precursor da molécula de DNA (um DNA primitivo).
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Para lembrar: Os coacervados podem ter dado origem a moléculas com a capacidade de fazer cópias de si mesmas. Pouco a pouco, foram aumentando de complexidade, proliferaram-se e transformaram-se nas primeiras células. Estas células foram os primeiros seres vivos sobre a Terra.
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Para testar a hipótese de Oparin, um cientista da Universidade de Chicago, Stanley Miller, resolveu fazer uma experiência. Montou um aparelho com os gases que Oparin acreditava que compunham nossa atmosfera: metano, amônia, hidrogênio e gás carbônico. Colocou também neste aparelho um balão com água, representando os oceanos primitivos. Este balão era submetido a aquecimento constante, formando vapor d'água. Este vapor encontrava a mistura de gases, na qual ele provocou centelhas elétricas para simular as descargas de raios. Então, havia uma coluna de condensação onde 'chovia' esta mistura e o líquido era recolhido em uma torneira. Depois de feito este experimento, Miller viu que a mistura recolhida apresentava moléculas orgânicas e até aminoácidos, comprovando a teoria de Oparin.
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