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| Colunas do Templo de Zeus, em Atenas. |
Primeira civilização do continente europeu. Formou-se a partir de 2000 a.C. com a migração de vários povos para os Bálcãs e algumas ilhas dos mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo. A civilização grega foi mais adiantada do que todas as anteriores e influenciou profundamente a formação da cultura ocidental. A Grécia Antiga foi o berço da democracia, da filosofia e dos jogos olímpicos.
Os gregos não formaram um governo nacional. Eles viviam em cidades-Estado, as pólis, independentes entre si, mas unidas pela cultura, pela religião e pela língua. As mais importantes cidades-Estado foram Esparta e Atenas.
Os gregos fundaram colônias em vilas na Sicília e no sul da Itália, cidades na região onde hoje é a Turquia, e postos comerciais no Mar Negro. Eles chegaram a estabelecer povoados na Índia, em Portugal e no Sudão.
O Povo. A Grécia Antiga possuía aproximadamente 2 milhões de habitantes, pois não havia terra suficiente para abrigar uma população maior. Muitos dos que nasciam na Grécia mudavam-se para as colônias ultramarinas.
As classes sociais variavam de uma cidade-Estado para outra. Em Atenas havia os cidadãos, o grupo mais numeroso; os escravos; e os metecos ou residentes estrangeiros. Esparta também possuía três classes: cidadãos; hilotas ou servos – os mais numerosos –; e periecos ou não-cidadãos.
Os gregos de Atenas foram o primeiro povo a estabelecer um governo democrático. A democracia ateniense era, todavia, distinta da democracia contemporânea. Apenas os cidadãos livres (os proprietários) e adultos, filhos de pai e mãe atenienses, podiam participar da vida política da cidade. Esses, entretanto, constituíam uma minoria da qual não faziam parte os metecos, os escravos e as mulheres.
Modo de Vida. Os gregos levavam uma vida simples. Construíam casas de pedra ou de tijolos, praticavam a agricultura, usavam mel e azeite na alimentação e divertiam-se em ginásios esportivos ao ar livre.
Eles davam muita importância à educação para preparar bons cidadãos, mas esse conceito era diferente em cada cidade-Estado. Em Esparta, a educação era assentada em moldes militares e dava-se ênfase à preparação física. Somente alguns espartanos sabiam ler e escrever. Os atenienses, ao contrário, valorizavam mais a cultura do que a força física, instituindo escolas onde o aluno estudava aritmética, literatura, música, escrita, educação física, filosofia e artes.
De modo geral, as meninas não recebiam educação formal, aprendendo o ofício doméstico com as mães.
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| Escola de Atenas, em obra de Rafael, mostra os filósofos Platão e Aristóteles (centro) dialogando. |
Religião. Os gregos eram politeístas, mas sua religiosidade tinha um caráter profundamente humanista. Suas divindades diferenciavam-se dos homens apenas por serem imortais. Ao contrário dos demais povos da Antiguidade, os gregos não manifestavam medo de seus deuses. Para eles, os homens apenas poderiam despertar a ira dos deuses caso se comportassem de maneira ímpia ou insolente.
Segundo sua crenças, os deuses gregos habitavam o Monte Olimpo. Eles tinham aparência, paixões e impulsos humanos e representavam forças e fenômenos da natureza. Zeus era a divindade principal. Ele governava os homens e os demais deuses. Apolo era o deus da luz, da música e da juventude; Dioniso, o deus do vinho; Hades, o dos infernos; Hefesto, o do fogo; Hermes, o dos rebanhos e viajantes; e Posêidon, o deus do mar. As principais deusas eram Hera, esposa e irmã de Zeus, protetora do casamento e do nascimento; Afrodite, deusa do amor e da beleza; Ártemis, deusa da caça; Atena, deusa da guerra e da sabedoria; e Deméter, deusa das colheitas.
Os gregos acreditavam que essas divindades comunicavam-se com os homens por meio de oráculos. As profecias e conselhos divinos eram interpretados por sacerdotes. O oráculo mais famoso de todos os tempos foi o de Apolo, em Delfos.
Os gregos realizavam numerosos festivais em honra dos deuses. Os programas incluíam dramas, preces, sacrifícios de animais e competições de atletismo. As Olimpíadas, promovidas a cada quatro anos, atraíam atletas de todas as partes do mundo grego.
O domínio macedônico e romano estendeu a religião e a mitologia grega para outros povos, mas também influenciou as crenças dessa civilização. A religião grega perdurou até o fechamento das escolas de filosofia em Atenas pelo imperador romano Justiniano, em 529 d.C.
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| Zeus, o mais poderoso dos deuses gregos |
Artes. No período clássico (século 6 a 4 a.C.), desenvolveram-se a arquitetura, a escultura e a dramaturgia. A produção artística grega é célebre pela beleza e qualidade técnica, tendo exercido profunda influência sobre a civilização ocidental.
Os arquitetos gregos ergueram majestosos templos e edifícios públicos. Eles assentavam com perfeição os blocos de mármore ou de pedra calcária sem usar argamassa e levantavam muitas colunas para sustentar o telhado dos templos. A fortaleza de Atenas, chamada Acrópole, contém os mais famosos edifícios gregos: o Partenon, o Propileu e o Erectêion. Os grandes nomes da arquitetura grega foram Ictino e Calícrates, responsáveis pela construção do Partenon.
Os estilos arquitetônicos desenvolvidos na Grécia Antiga diferenciavam-se pela forma e feitio das colunas e pelo capitel. O estilo jônico caracterizava-se pela leveza e elegância das colunas; o dórico apresentava colunas de linhas mais rígidas e capitel liso; o coríntio expressava luxo e abundância com suas colunas ricamente ornamentadas.
Tanto na arquitetura como na escultura, os gregos buscavam formas que expressassem o Humanismo, o Racionalismo, o equilíbrio, além da harmonia e da ordem. Os escultores gregos usavam mármore, bronze e ouro. O maior escultor grego foi Fídias, autor da estátua de Zeus em Olímpia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, e da estátua de Atena, na Acrópole de Atenas.
O teatro conheceu seu esplendor com tragédias e comédias que testemunham a genialidade de dramaturgos como Sófocles, Eurípedes, Aristófanes e Ésquilo. Sófocles escreveu, entre outras, as tragédias Édipo Rei e Antígona; Ésquilo, considerado o pai da tragédia grega, é autor de Prometeu acorrentado e Sete contra Tebas; Aristófanes escreveu sátiras como As nuvens e As rãs. O teatrólogo Eurípedes é autor de Medéia e As bacantes, entre outras. Depois de mais de 2 mil anos, os textos gregos continuam sendo encenados com sucesso, pelo mundo afora, até hoje.
Os padrões adotados pelos gregos antigos foi fonte de inspiração para o renascimento italiano. E almejado pela maioria dos artistas ocidentais, até o século 19.
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| Partenon, templo erguido à deusa da guerra e da sabedoria Atena, protetora da cidade de Atenas. |
Filosofia e Ciência. A filosofia grega surgiu no período arcaico (século 8 ao século 6 a.C), por volta do século 7 a. C. e alcançou seu apogeu no período clássico (século 6 ao século 4 a.C). O pensamento grego tinha por base a razão – por isso valorizava o homem (antropocentrismo). Ele influenciou de maneira significativa o Racionalismo ocidental dos séculos seguintes. Os primeiros filósofos gregos pertenciam à Escola de Mileto, cujos pensadores buscavam compreender o mundo e a vida sem se ater à magia, ao misticismo e à religião. Filósofos como Tales e Anaxímenes perseguiam respostas fundadas na racionalidade. A esse grupo seguiram-se os pitagóricos – discípulos de Pitágoras –, que favoreceram o desenvolvimento da matemática ao atribuírem aos números a essência do Universo. No século 5 a.C. surgiram os sofistas, defensores da democracia e críticos das tradições, do Estado e da religião. Eles recriminavam as especulações acerca do Universo e tinham o homem, enquanto cidadão, como centro de suas preocupações. Os sofistas não acreditavam em verdades absolutas, afirmando que a verdade é uma questão de opinião individual. No final do século 5 surgiu a escola socrática, inspirada nos ensinamentos de Sócrates, que se opunha aos sofistas. Ele foi o primeiro homem a demonstrar que o conhecimento provém de ideias gerais e abstratas denominadas conceitos. Sócrates sempre buscou a verdade e procurou conduzir os atenienses a um padrão de vida moral elevado, pregando que a felicidade e a sabedoria consistem na prática da virtude. Platão, o mais talentoso discípulo de Sócrates, desenvolveu, baseado em sua teoria das ideias, o primeiro sistema filosófico abrangente. Aristóteles, discípulo de Platão, também debruçou-se sobre algumas indagações filosóficas. Os filósofos que vieram depois estudaram a ética, ou seja, as regras de comportamento moral, e tentaram definir a felicidade do homem. Os estoicos acreditavam que a felicidade vem quando o homem toma seu lugar adequado na natureza e aceita os fatos que escapam ao seu controle. Os epicuristas julgavam que a moderação no prazer e o repúdio à dor trazem a felicidade. Outra corrente, denominada ceticismo, negava que as pessoas pudessem chegar à verdade e propagava que a felicidade consiste em não julgar coisa alguma. As ciências baseadas na investigação e na experiência só vieram a se desenvolver na Grécia em fins do século 4 a.C. Hipócrates é chamado “pai da medicina moderna”, mas seu trabalho apoiava-se mais na observação cuidadosa do que na experiência. Aristóteles foi o “pai da ciência” na Grécia Antiga. Ele conceituou a zoologia científica, e seu discípulo Teofrasto tornou-se o primeiro botânico científico.
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| Jarro grego do Período Geométrico, séc. VIII a.C. |
HISTÓRIA A civilização grega começou a surgir nos Bálcãs, entre os mares Jônico, Egeu e Mediterrâneo, por volta de 2000 a.C. Formou-se a partir da invasão de povos nômades de origem indo-europeia, como os aqueus, os jônios, os eólios e os dórios. A origem da civilização grega está ligada à civilização minoana ou minóica, que se desenvolveu na Ilha de Creta a partir de 2600 a.C. – ver EGEU, Civilização do. No séc. XV a.C., essa civilização foi derrubada pelos aqueus, originários do norte da Península Balcânica. Esse povo foi responsável pelo advento da civilização micênica, na área continental da Grécia. Resultantes da fusão entre aqueus e cretenses, os micênicos dominaram a região até o séc. XII a.C., quando os dórios, também originários do norte da Península Balcânica, chegaram e destruíram sua civilização. Entre 1600 e 1200 a.C., a Grécia havia vivido um período de esplendor, mas o domínio dório causou não apenas a destruição da civilização micênica como também o deslocamento da população da Grécia continental para as ilhas do Mar Egeu e para o litoral da Ásia Menor. Era a primeira diáspora grega. Há poucas informações sobre a história da Grécia entre o séc. XII e o séc. VIII a.C., quando essa civilização voltou a florescer. Grande parte do que se sabe sobre essa fase, também denominada homérica, está registrado nos épicos Ilíada (que descreve a Guerra de Troia) e Odisseia (narração das aventuras do herói grego Ulisses). O período homérico foi caracterizado pelas comunidades gentílicas, baseadas em pequenas unidades agrícolas autossuficientes chamadas genos. Os membros dos genos eram unidos por laços familiares, o trabalho e a propriedade eram coletivos e a independência política estava relacionada à independência econômica. O crescimento demográfico pôs abaixo esse tipo de organização social, pois a pobreza do solo grego não permitia elevar a produção de alimentos proporcionalmente ao aumento populacional. Devido à baixa produção agrícola, os laços familiares se afrouxaram, as terras foram divididas e surgiram diferentes camadas sociais. Os membros mais poderosos dos genos se uniram, dando origem à fratria, que, por sua vez, deu origem às tribos. Da união das tribos de uma mesma região surgiram povoados, os demos, que marcaram o nascimento das cidades-Estado, no séc. VIII a.C. A ascensão das cidades-Estado marcou o período arcaico da história da Grécia (séc. VIII-VI a.C.). Nessa fase, o poder estava concentrado nas mãos de grandes proprietários de terra, que organizaram um regime oligárquico. Entre os séc. VII e V a.C., a expansão demográfica e a escassez de áreas cultiváveis levaram os gregos a migrar para vários pontos do Mar Mediterrâneo. Surgiram colônias gregas na Trácia, no sul da península Itálica e na Ásia Menor (atual Turquia). Esse processo ficou conhecido como segunda diáspora grega. Durante o período arcaico, havia mais de cem pólis em toda a região colonizada pelos gregos.
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| Ruínas do Templo de Apolo, deus da luz, da música e da juventude, na cidade grega de Delfos. |
O Período Clássico (séc. VI a IV a.C.) foi marcado pelas Guerras Médicas e pela ascensão de Atenas, que se tornou militar, política e economicamente a mais poderosa cidade-Estado grega. No séc. V, os atenienses bloquearam o avanço do Império Persa na Europa, derrotando o Exército de Dario I, que em 490 a.C. havia desembarcado na Grécia, tentando conquistar a região. Era o início das Guerras Médicas, que se prolongaram até 449 a.C. Durante a guerra contra os persas, os gregos estabeleceram uma aliança denominada Liga de Delos – todas as cidades-Estado pagavam impostos para sustentar a frota e os exércitos que combatiam os invasores. Os tributos eram depositados na ilha de Delos, sendo administrados por Atenas. Após o fim da guerra e a reconquista de todas as pólis que haviam caído em poder dos persas, Atenas insistiu na manutenção da Liga de Delos e expandiu seu poderio sobre as demais cidades-Estado.
Com os tributos cobrados de outras pólis, Atenas atingiu o apogeu durante o governo de Péricles (461-429 a.C.). É dessa época o maior legado grego ao mundo contemporâneo – o aprimoramento da democracia e o desenvolvimento das artes, como a construção do Partenon, templo da deusa Atena.
A insatisfação provocada pelo imperialismo ateniense levou várias cidades-Estado a se unir na Liga do Peloponeso, liderada por Esparta. Durante 27 anos (431-404 a.C.), os gregos lutaram entre si na Guerra do Peloponeso, vencida por Esparta. A derrota ateniense marcou o fim da democracia e a volta do predomínio da oligarquia na Grécia. Após a Guerra do Peloponeso, Esparta passou a dominar seus antigos aliados como fazia Atenas, mas essa situação durou pouco, porque diversas cidades passaram a disputar a hegemonia sobre a península Balcânica.
As constantes guerras enfraqueceram as cidades-Estado da Grécia, que caíram em poder do Império Macedônico no século IV a.C. Com isso, a civilização grega difundiu-se por todo o Oriente durante o período helenístico. Em 148 a.C., a Grécia foi conquistada pelos romanos, que absorveram e difundiram a cultura grega.
GOVERNO
A Grécia estava organizada em cidades-Estado independentes chamadas pólis. Os cidadãos eram leais às suas cidades-Estado, e os governos eram regulados por leis. Os aristocratas dirigiam as cidades-Estado, mas confrontos políticos entre a elite dominante e outras classes sociais possibilitaram o aparecimento de líderes que tomaram o poder por meio de golpes de Estado.
Esses líderes tornaram-se ditadores, exercendo um poder pessoal. A tirania, no entanto, representou um importante passo em direção à democracia, pois o poder dos governantes dependia em grande parte do apoio popular. Em muitas cidades-Estado, os descendentes dos tiranos foram depostos e substituídos por governos democráticos.
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| Guerreiro espartano ferido adorna fachada de um templo na ilha de Egina, na Grécia. |
Governo de Atenas. Organizada inicialmente em comunidades gentílicas, Atenas transformou-se em uma sociedade de classes a partir do sec. X a.C., sendo governada inicialmente por monarcas, denominados basileus. Esses reis foram substituídos pelo arcontado, regime oligárquico estabelecido pela aristocracia proprietária de terras, que consistia na divisão do poder entre vários arcontes (cada um com uma incumbência definida), cujos mandatos eram anuais. Os arcontes eram controlados e fiscalizados pelos eupátridas (os aristocratas), que formavam um conselho denominado areópago. Tensões sociais, geradas pelo enriquecimento dos comerciantes (demiurgos) e pela chegada de muitos escravos, tornaram impossível a manutenção do poder na mão de um só grupo social. Surgiu um código de leis escritas, organizado por Drácon, que manteve os privilégios da aristocracia. Sólon, outro legislador, instituiu o fim da escravidão por dívidas e a divisão da sociedade em grupos, de acordo com a renda, o que permitiu a ascensão dos demiurgos. O arconte Sólon, outro legislador, criou a boule, conselho formado por representantes de todas as regiões de Atenas, a eclesia, assembleia popular incumbida de aprovar as leis da boule, e um tribunal de justiça aberto a todos os cidadãos. Essas reformas aumentaram a instabilidade social e possibilitaram o aparecimento dos tiranos – os mais importantes deles foram Psístrato, Hiparco e Hípias. Em 510 a.C., uma rebelião liderada por Clístenes derrubou a tirania e implantou reformas que deram origem à democracia. O poder da eclesia foi ampliado e instituiu-se o ostracismo, que exilava por dez anos as pessoas que ameaçassem a democracia. Essa medida impedia o aparecimento de novos ditadores. As reformas de Clístenes marcaram o início do período clássico (séc. V - V a.C.), o mais importante da história da Grécia. A democracia ateniense garantia a participação política de todos os cidadãos, mas o conceito de cidadania era restrito: englobava apenas o homem livre, nascido em Atenas, filho de pai e mãe atenienses. Mulheres, escravos e estrangeiros eram excluídos das decisões. Governo de Esparta. O regime espartano era bem diferente da democracia ateniense. Fundada pelos dórios, no séc. IX a.C., essa pólis apresentou desenvolvimento semelhante ao das demais cidades gregas até o séc. VII a.C., mas não enfrentou problemas com a escassez de alimentos. Assim, seus habitantes não se espalharam para outras regiões, dedicando-se à colonização e conquista de outros territórios apenas a partir do séc. V a.C. Esparta tornou-se militarizada, sua sociedade era dividida em classes e o monopólio do poder político cabia aos cidadãos-guerreiros. A legislação espartana era atribuída a um personagem legendário, chamado Licurgo, tendo permanecido inalterada durante centenas de anos. Seu regime político caracterizava-se pela diarquia, ou seja, o poder religioso e militar estava concentrado nas mãos de dois reis. Havia um conselho de 28 homens (todos com mais de 60 anos) chamado gerúsia, eleito por uma assembleia de cidadãos (maiores de 30 anos) denominada ápela. Grande parte do poder, contudo, ficava nas mãos dos cinco éforos, os juízes supremos e oficiais do executivo, eleitos pela ápela a cada ano. A estrutura política de Esparta permaneceu oligárquica e aristocrática até a queda da civilização grega.
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