Busca  
| Home |
ARGENTINA
O país em resumo
Nome oficial: República Argentina.
Capital: Buenos Aires.
Área: 2.780.092 km2.
Localização: sul da América do sul.
Nacionalidade: argentina.
População: 37,5 milhões (2001).
Densidade: 13,49 hab./km2.
Língua oficia: espanhol.
Composição étnica: descendentes de europeus, mestiços (índios e brancos) e índios.
Religião: maioria cristã, sobretudo católica.
GOVERNO
Sistema de governo
: república presidencialista.
Presidente: Eduardo Duhalde (desde 2002).
Legislativo: bicameral. Câmara dos Deputados, com 257 membros eleitos por voto direto para mandatos de quatro anos, e Senado, com 72 membros eleitos por voto direto para mandatos de seis anos.
Principais partidos: Frente do País Solidário (Frepaso), Partido Justicialista (PJ) e União Cívica Radical (UCR).
ECONOMIA
PIB
: 268,8 bilhões de dólares (2001).
Indústria: processamento de alimentos, têxteis, automóveis, produtos químicos e petroquímicos, bebidas e equipamentos de transporte.
Mineração: gás natural, petróleo, carvão, minério de ferro, chumbo, zinco, tungstênio, prata, ouro, níquel e urânio.
Exportação: carne bovina, couro, tanino, algodão, cereais, milho e lã.
Moeda: peso argentino.
Mapa
Vista do espelho d’água na Praça do Congresso em Buenos Aires, capital da Argentina.

Segundo maior país da América do Sul e um dos maiores exportadores de carne do mundo. Em 1991, formou o Mercado Comum do Sul (Mercosul) com o Brasil, o Uruguai e o Paraguai. No final da década, entrou em grave crise política e econômica. A capital do país, Buenos Aires, é uma das maiores cidades da América do Sul.

A região dos Andes ocupa um terço do território argentino. O Aconcágua, um de seus picos, é o ponto culminante das Américas. Os pampas, na área central, possuem solos muito férteis. O país recebe grande número de turistas, principalmente nas regiões andinas (estações de esqui), no sul (Patagônia e Terra do Fogo) e na capital Buenos Aires, que tem uma atmosfera europeia, com cafés, casas de tango, lojas elegantes e teatros.

HISTÓRIA

Período Colonial. Os primeiros colonizadores espanhóis permanentes chegaram à Argentina em 1535. Em 1536, foi fundada a vila de Santa María del Buen Aire, que teve de ser evacuada em 1541, em virtude do ataque de índios. Em 1580, Buenos Aires foi fundada de novo e logo se tornou o centro econômico e estratégico da Bacia do Prata.

Em 1776, a Espanha fundou o vice-reinado do Rio da Prata. Em 1806 e 1807, o Reino Unido tentou invadir Buenos Aires, mas foi derrotado pelos colonos. Aproveitando-se da situação, a burguesia comercial da cidade deflagrou uma revolução em 1810. O vice-rei foi destituído, criaram-se as Províncias Unidas do Rio da Prata e Buenos Aires estabeleceu o seu primeiro governo autônomo.

Emancipação Política. O rei Fernando VII subiu ao trono espanhol em 1814 e tentou recuperar o domínio de ultramar, contrariando os interesses da burguesia comercial de Buenos Aires. Por isso, em julho de 1816, as províncias declararam-se independentes. Depois de um período de luta armada, o general José de San Martín comandou o Exército que assegurou a independência da Argentina, do Chile e do Peru.

Em 1826, Bernardino Rivadavia foi eleito presidente da Argentina, mas ficou no poder apenas até 1829, quando Juan Manuel de Rosas assumiu e instaurou a ditadura militar. Em 1833, o Reino Unido ocupou as ilhas Malvinas.

Um golpe de Estado depôs o presidente em 1852 e, depois de proclamada a Constituição, o general Justo José de Urquiza assumiu a Presidência e Paraná tornou-se a capital. A burguesia de Buenos Aires tentou, sem sucesso, separar-se da confederação.

De 1864 a 1870, a Argentina aliou-se ao Brasil e ao Uruguai na Guerra do Paraguai. Em 1891, Hipólito Yrigoyen fundou a União Cívica Radical (UCR), formada por representantes da classe média. Em 1916, Yrigoyen foi eleito presidente.

Três anos depois, o Exército reprimiu violentamente uma série de greves organizadas pelos sindicatos. Em 1930, um golpe de Estado derrubou o presidente.

Juan Domingo Perón. Outro golpe de Estado, em 1943, liderado pelo então coronel Juan Domingo Perón, derrubou o governo e levou o general Arturo Rawson à Presidência. Porém, o poder de fato era exercido por Perón. Em outubro de 1945, ocorreu uma grande mobilização popular a seu favor. No ano seguinte, Perón elegeu-se presidente. Sua mulher, Eva Perón (Evita), tornou-se sua principal assessora. O casal consolidou sua política populista levando os sindicatos e órgãos de representação dos trabalhadores para a esfera de influência direta do Estado.

Em 1948, Perón começou a implementar seu programa econômico, nacionalizando setores estratégicos da economia, criando leis de proteção social e trabalhista, entre outras medidas. Na política externa, apoiou a política dos países não-alinhados – ou seja, não se comprometeu com nenhum bloco de países.

Perito Moreno, em Calafate: uma das maiores geleiras do mundo e ponto turístico da Patagônia.

Golpes de Estado. Em 1951, Perón suprimiu a liberdade de expressão e, em 1954, entrou em conflito com a Igreja Católica. Um golpe de Estado o obrigou a renunciar no ano seguinte e a fugir para o exílio na Espanha. O general Eduardo Lonardi tornou-se presidente do governo provisório. Mas outro golpe de Estado colocou o general Pedro Aramburu no poder. A ditadura militar de Aramburu rechaçou o não-alinhamento na Guerra Fria e a Argentina passou a seguir a política externa dos EUA de impedir a disseminação do Comunismo na América Latina.

A partir de 1958, a política econômica do novo presidente Arturo Frondizi produziu enorme concentração de renda e aumentou o índice de desemprego, o que desencadeou uma série de manifestações contra o governo.

Em 1962 e 1966, as Forças Armadas realizaram mais dois golpes de Estado. O governo seguinte, do general Juan Carlos Onganía, representou o início de um novo ciclo autoritário e antiperonista. A política econômica adotada por Onganía provocou uma estagnação econômica profunda. Ocorreram greves e protestos de trabalhadores e de estudantes contra o governo.

Em 1970, Onganía acabou deposto e o general Roberto Levingston assumiu a Presidência, sendo substituído no ano seguinte pelo general Alejandro Agustín Lanusse. Em 1973, o candidato da Frente Justicialista de Libertação, Héctor José Cámpora, elegeu-se presidente e autorizou Perón a retornar do exílio. Renunciou pouco depois e novas eleições foram convocadas. Perón foi eleito, e sua terceira mulher, María Estela Martínez de Perón (chamada Isabelita), tornou-se vice-presidente.

Ditadura Militar. Perón morreu em 1974 e Isabelita assumiu a Presidência. Em 1976, uma junta militar, liderada pelo general Jorge Videla, realizou mais um golpe de Estado, depôs Isabelita, dissolveu o Congresso e assumiu o governo.

A junta militar suspendeu todos os direitos individuais e constitucionais e deu início à chamada Guerra Suja – a eliminação dos opositores da ditadura por meio de prisão, sequestro e assassinato. A junta implementou uma política econômica que arruinou o parque industrial do país e aumentou drasticamente a dívida pública.

Em 1981, o general Roberto Viola assumiu o comando da junta militar. Pouco depois, foi substituído pelo general Leopoldo Galtieri.

Guerra das Malvinas. Em 1982, a junta militar enviou tropas às ilhas Falkland/Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, dando início à invasão dos arquipélagos. A investida foi uma tentativa de despertar o nacionalismo do povo. A reação do Reino Unido foi imediata. Após 45 dias de combates, a Argentina se rendeu. Diante da derrota, Galtieri renunciou e a junta militar convocou eleições gerais para 1983.

Governo Alfonsín. Raúl Alfonsín (UCR) foi eleito presidente. Assim que tomou posse, teve de enfrentar a hiperinflação. Implementou uma série de cortes no orçamento para diminuir o déficit fiscal. Em 1985, lançou o Plano Austral, cujas principais medidas foram o congelamento de preços e salários e a substituição da moeda nacional, o peso, pelo austral, cuja cotação era atrelada ao dólar norte-americano.

Alfonsín ordenou a abertura de processos contra os militares responsáveis pelas violações dos direitos humanos durante a Guerra Suja e pela invasão que resultou na Guerra das Malvinas.

O governo de Alfonsín também fez progressos na política externa, ao assinar, por exemplo, um acordo com o Chile para encerrar a disputa pelas ilhas Lennox, Nueva e Piction, no Canal de Beagle.

O julgamento de oficiais gerou enorme tensão nas Forças Armadas. Em 1987, unidades isoladas do Exército – os caras-pintadas – rebelaram-se, exigindo o fim dos julgamentos e a anistia dos militares condenados pela Justiça. Alfonsín mandou para o Congresso dois projetos de lei determinando que os militares de baixa patente não poderiam ser responsabilizados criminalmente e limitando o número de processos abertos pelo Ministério Público. Nesse ínterim, aumentou o desemprego e o país entrou em recessão. Em 1988, eclodiram duas novas rebeliões militares.

Era Menem. Nas eleições de 1989, venceu o candidato à Presidência do Partido Justicialista (PJ), Carlos Menem. Ao tomar posse, Menem começou a implementar um programa neoliberal de ajuste econômico. Seu governo concedeu dois indultos presidenciais aos militares responsáveis pela Guerra Suja, o que provocou protestos das organizações de defesa dos direitos humanos.

A Argentina passou a adotar uma política externa submissa aos EUA e chegou a enviar uma fragata da Marinha para participar da coalizão internacional contra o Iraque na Guerra do Golfo, em 1991.

No mesmo ano, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, acordo de livre comércio entre os quatro países.

O governo argentino implementou um novo plano econômico, substituiu o austral pelo peso e adotou a equiparação da moeda ao dólar norte-americano. Inicialmente, o Plano de Conversibilidade, do ministro Domingo Cavallo, provocou profunda recessão, mas houve uma queda brutal nos índices de inflação. Por causa do crescimento econômico, o presidente conseguiu reeleger-se em 1995, mas os problemas da Argentina não se resolveram. As crises asiática (1997), russa (1998) e brasileira (1999) afetaram a economia argentina. As medidas adotadas pelo governo foram cortes no orçamento e redução de salário dos funcionários públicos.

Argentinos durante protesto contra o governo.

Governo De la Rúa. Nas eleições presidenciais de 1999, foi eleito o candidato da Aliança, Fernando de la Rúa. Em 2000, várias empresas faliram e o parque industrial permaneceu desnacionalizado e desestruturado. Em 2001, a crise se agravou. Depois da renúncia de dois ministros da Economia, o ex-ministro Domingo Cavallo reassumiu o cargo.

Crise e Pobreza. Os principais efeitos da conversibilidade foram a desindustrialização, o aumento das desigualdades sociais e do desemprego e a dependência excessiva do capital especulativo. As vendas do comércio e a produção industrial caíram e a pobreza aumentou.

Em dezembro, ocorreram saques e protestos em boa parte do país. Cavallo renunciou, seguido pelo presidente De la Rúa. Adolfo Rodríguez Saá (PJ) assumiu a Presidência e anunciou a moratória (suspensão do pagamento) da dívida externa. Em pouco tempo, perdeu o apoio de seu partido e renunciou.

Governo Duhalde. Em janeiro de 2002, o Congresso elegeu presidente da República o senador Eduardo Duhalde (PJ). As primeiras medidas de Duhalde não contiveram a crise. Três meses depois, os ministros da Economia e da Produção e o chefe de gabinete pediram demissão. Em dezembro, foram liberados os saques das contas-correntes e cadernetas de poupança da população, retidos desde dezembro de 2001.

ARTES

Na literatura, entre os escritores mais notáveis estão Jorge Luis Borges, Júlio Cortázar, Bioy Casares, Ernesto Sábato, Ricardo Piglia, Victoria Ocampo, José Hernández, Esteban Echeverría e Joaquín González.

Entre os pintores argentinos famosos estão Prilidiano Pueyrredón, Benito Martín, Emilio Pettoruti, Racquel Forner, Raúl Soldi e Antonio Berni. Entre os escultores, destacam-se Rogelio Yrurtia, José Fioravanti, Alfredo Bigatti e Carlos de la Cárcova.

Entre os mais importantes compositores argentinos estão Juan Carlos Paz, Alberto Ginastera, Carlos Gardel e Astor Piazzola.

Klicknet ©Copyright 2000-2006 Klicknet S.A. Todos os direitos reservados