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FRANÇA
O país em resumo
Nome oficial: República Francesa (République Française).
Capital: Paris.
Localização: Oeste da Europa. Faz fronteira ao Sul com Andorra e a Espanha, a Leste com a Itália, Suíça, Alemanha, Luxemburgo e Bélgica. É banhado ao Norte pelo Canal da Mancha, a Oeste pelo Oceano Atlântico e ao Sul pelo Mar Mediterrâneo.
Nacionalidade: francesa.
Área: 551.500 km².
População (2010): 62.636.580 habitantes.
Densidade: 115,08 hab./km².
Língua oficial: francês.
Composição étnica: maioria francesa.
Religião: maioria cristã.

Governo:
Sistema de governo
: república com regime de governo misto.
Presidente: Nicolas Sarkozy (UMP), desde 2007.
Primeiro-ministro: François Fillon (UMP), desde 2007.
Legislativo: bicameral. Assembleia Nacional, com 577 membros eleitos por voto direto para um mandato de cinco anos, e Senado, com 343 membros eleitos indiretamente para um mandato de nove anos, sendo que um terço da bancada é renovada a cada três anos.
Principais partidos: Frente Nacional, Partido Reunião pela República (RPR), Partido Socialista (PS), União por um Movimento Popular (UMP) e União pela Democracia Francesa (UDF).

Economia:
PIB (2009)
: 2.649.389 milhões de dólares.
Agropecuária e exportação: trigo, hortaliças, batata, cereais, beterraba, uva, gado bovino e laticínios.
Indústria: automóveis, maquinaria, aço, produtos químicos, aeronaves, têxtil, móveis, papel, pescado, perfumes, vinho, vestuário e joias. A França é um dos países com o maior volume de turismo.
Mineração: minério de ferro, carvão e bauxita.
Moeda: euro, que substituiu o franco em 2002.
Mapa

País localizado no Oeste da Europa, é o terceiro maior do continente em extensão, com mais de 550.000 km².

De clima temperado, tem duas fronteiras naturais: as Montanhas dos Pirineus, ao Sul, e os Alpes, a Leste. Paris, sua capital, é um centro internacional de cultura e moda há mais de 150 anos. No séc. XX, o país tornou-se o maior pólo turístico do planeta.

A França é um tradicional produtor e exportador de alimentos, especialmente na área de vinhos e queijos. Também possui um parque industrial moderno e ativo, no qual despontam as empresas de alta tecnologia em eletrônica, telecomunicações e aviação, além das montadoras de automóveis. As usinas nucleares são a principal fonte de eletricidade do país, atendendo a 75% da demanda. A expectativa de vida de seus habitantes é de 78 anos, uma das mais elevadas do mundo.

Montmartre, famoso bairro de Paris. A capital da França é um dos locais mais visitados do mundo.

HISTÓRIA

Primeiros Tempos. Na Antiguidade, tribos de celtas e outros povos viviam na região onde hoje é a França e que os romanos chamavam de Gália. Os exércitos romanos invadiram-na por volta de 200 a.C. Júlio César conquistou toda a região entre 58 e 51 a.C. A Gália prosperou sob o domínio romano durante centenas de anos, apesar das invasões bárbaras nos séc. III e IV d.C.

As fronteiras do Império Romano do Ocidente começaram a ser invadidas no séc.V. Tribos germânicas vindas do leste atravessaram o rio Reno e entraram na Gália. Clóvis, rei dos francos sálios, derrotou o governador romano da Gália em 482. Ele fundou a dinastia dos merovíngios e adotou o cristianismo.

Em meados do séc. VII, Pepino de Herstal, o principal conselheiro do rei, assumiu a maior parte dos poderes. Seu filho, Carlos Martel, estendeu o poder da família. Pepino, o Breve, filho de Carlos Martel, derrubou o último soberano merovíngio e foi coroado rei dos francos em 751. Fundou a dinastia carolíngia e expandiu o reino franco.

O filho de Pepino, Carlos Magno, foi um dos mais poderosos conquistadores de todos os tempos. Depois que Carlos Magno se tornou rei dos francos, empenhou-se em mais de 50 campanhas militares e estendeu seu reino muito além das atuais fronteiras da França. Em 800, Carlos Magno foi coroado imperador dos romanos pelo Papa Leão III. Morreu em 814, e seus três netos posteriormente lutaram entre si pelo domínio de seu vasto império. Eles dividiram-no em três reinos, em 843. Pelo Tratado de Verdun, um dos netos, Carlos, o Calvo, recebeu a maior parte do território que atualmente compõe a França.

Em 987, os nobres acabaram com a dinastia carolíngia e escolheram Hugo Capeto como rei, dando início à dinastia dos Capetos. Por muitos anos, os reis capetos exerceram seu poder apenas sobre os domínios reais. Os grandes nobres feudais, dentre os quais os duques da Normandia eram os mais poderosos, governavam suas próprias terras quase independentemente.

Crescimento do Poder Real. Os reis capetos foram gradualmente acrescentando mais territórios às suas propriedades. Filipe II foi o primeiro grande rei capeto. Depois de subir ao trono em 1180, ele mais do que duplicou os domínios reais, aumentando seu controle sobre os nobres. Filipe IV revoltou-se contra a autoridade papal. Impôs tributos aos religiosos, prendeu um bispo e até mesmo o Papa Bonifácio VIII. Em 1305, graças à influência de Filipe, um arcebispo francês foi eleito papa sob o nome de Clemente V. Em 1309, ele transferiu a corte papal de Roma para Avignon, onde permaneceu até 1377.

O último rei capeto, Carlos IV, morreu em 1328, sem deixar herdeiro do sexo masculino. Um primo assumiu o trono como Filipe VI, dando início à dinastia dos Valois. O rei Eduardo III, da Inglaterra, sobrinho de Carlos, também reivindicou o trono francês. Em 1337, Eduardo desembarcou com um exército na Normandia. Essa invasão marcou o início de uma série de guerras entre a França e a Inglaterra, conhecida como a Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Os ingleses venceram a maioria das batalhas.

Luís XI estabeleceu as bases para o absolutismo dos reis da França. Durante a Guerra dos Cem Anos, os reis tinham perdido grande parte de seu poder para os nobres. Francisco I invadiu o norte da Itália e tomou Milão em 1515. As guerras da França contra o Sacro Império Romano continuaram até o reinado de Henrique II.

No começo do séc. XVI, um movimento religioso chamado Reforma criou o protestantismo na Europa. Muitos franceses aderiram à religião. Eles seguiam os ensinamentos de João Calvino e eram chamados de huguenotes. Após 1540, o governo passou a persegui-los severamente, enquanto cresciam em número e em força política. No final do séc. XVI, os católicos franceses e os huguenotes defrontaram-se numa série de guerras civis que duraram mais de 30 anos.

O grande poder dos reis franceses e de seus ministros cresceu firmemente do séc. XVI ao séc. XVIII. Luís XIV foi o melhor exemplo de rei absolutista da França: acumulou as funções de rei e de primeiro-ministro e tentou ser o supremo soberano da Europa. No entanto, foi impedido pelas alianças militares que envolviam a Inglaterra, a Espanha, o Sacro Império Romano e outras nações.

Palácio de Versalhes: local da assinatura do tratado que encerrou a Primeira Guerra Mundial.

Revoluções. Em fins do séc. XVIII, um grande descontentamento varria a França, atingindo o povo, a classe média e os nobres. O governo estava falido, e Luís XVI era muito fraco para controlar a situação. Em 1789, a insatisfação popular culminou com a Revolução Francesa, que durou dez anos. Em 1792, a Primeira República Francesa foi constituída.

Durante a Revolução Francesa, Napoleão Bonaparte alcançou uma série de promoções nas fileiras do Exército. Tornou-se general em 1794, e seu poder cresceu rapidamente. Em 1799, derrubou o governo revolucionário francês e assumiu o governo da França. Governou até 1814, e novamente em 1815, por cerca de três meses, até sua derrota final em Waterloo.

A dinastia Bourbon voltou ao poder quando Luís XVIII subiu ao trono, em 1814. Napoleão novamente tomou o poder em 1815, mas perdeu-o para Luís XVIII nesse mesmo ano. Carlos X sucedeu a Luís XVIII, e tentou restaurar o absolutismo dos antigos reis. Ele foi deposto na Revolução de 1830. Os revolucionários colocaram Luís Filipe no trono. A França teve paz e prosperidade durante o reinado de Luís Filipe, apesar do descontentamento das classes mais pobres, pois somente os ricos podiam votar ou ocupar cargos públicos. A Revolução de 1848 derrubou o governo e instaurou a Segunda República.

Em 1870, os franceses se revoltaram contra Napoleão III e estabeleceram a Terceira República. O poderio e a prosperidade da França cresceram até o começo da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Exploradores e soldados franceses conquistaram um vasto império colonial na África e na Ásia.

Arco do Triunfo, histórico monumento situado na praça Charles de Gaulle, em Paris.

Guerras Mundiais. No começo do séc. XX, a França e a Alemanha tiveram desentendimentos a respeito de territórios coloniais, e cada país temia ser atacado pelo outro. Os franceses fortaleceram seu Exército e se prepararam para a guerra. Logo após o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha invadiu a França. Ao fim do conflito, pelo Tratado de Versalhes, a França recuperou a Alsácia e a parte alemã da Lorena, tomadas pela Alemanha após a Guerra Franco-Prussiana.

Em setembro de 1939, teve início a Segunda Guerra Mundial. No dia 12 de maio de 1940, os alemães invadiram a França e entraram em Paris no mês seguinte. Ocuparam dois terços do território francês, ao norte. O sul permaneceu sob controle francês. Depois que as forças aliadas desembarcaram no norte da África francesa, em novembro de 1942, os exércitos alemães ocuparam o sul da França.

Em 6 de junho de 1944, os Aliados desembarcaram na Normandia, e invadiram o sul da França no dia 15 de agosto. Depois de sucessivas e sangrentas lutas e pesadas perdas, os exércitos aliados entraram em Paris, no dia 25 de agosto. De Gaulle formou imediatamente um governo provisório e tornou-se presidente.

Palais Neuf, em Avignon, cidade da França que durante 70 anos foi a sede da Igreja Católica.

O Pós-Guerra. De Gaulle renunciou à Presidência em janeiro de 1946, devido a desacordos com a Assembleia Nacional. Em 1954, estourou uma revolta no território francês da Argélia. Antecipando-se a possíveis revoluções no Marrocos e na Tunísia, a França concedeu-lhes a independência em 1956. Outras colônias francesas da África receberam posteriormente sua independência. Mas a França recusava-se a abrir mão da Argélia, onde viviam mais de um milhão de colonizadores franceses. Apesar do alto custo das guerras coloniais, a economia francesa melhorava rapidamente.

Em 1958, a França enfrentava uma ameaça de guerra civil em face da independência da Argélia. O general Charles de Gaulle formou um novo governo que redigiu uma outra Constituição, aumentando os poderes do Executivo e tornando mais difícil para a Assembleia forçar a renúncia do gabinete. Esse período, conhecido como a Quinta República, corrigiu sérias falhas institucionais. Até então, quase todos os poderes estavam concentrados na principal câmara do parlamento, a Assembleia Nacional. O presidente tinha pouco poder, e a Assembleia podia facilmente destituir pelo voto o primeiro-ministro e seu gabinete

O Governo de Charles de Gaulle. A importância política da França no cenário internacional resultou em parte da liderança exercida por Charles de Gaulle. Ele considerava a França uma potência mundial e seguiu uma política independente em relação aos EUA e às nações comunistas. Suspendeu os estreitos laços militares com os EUA, recusou a entrada da Grã-Bretanha no Mercado Comum Europeu, e procurou melhorar as relações com os países comunistas.

Em maio de 1968, uma série de greves e várias manifestações de trabalhadores e estudantes paralisaram a França e enfraqueceram sua economia. Em 1969, De Gaulle pediu algumas pequenas reformas constitucionais e ameaçou renunciar se não fossem aprovadas pelos eleitores. O povo votou contra as reformas e ele renunciou.

A França na Atualidade. Em 1981, François Mitterrand foi eleito presidente pelo Partido Socialista. O governo do primeiro-ministro Pierre Mauroy colocou em prática um programa de reformas com maiores benefícios sociais para os trabalhadores Em 1984, Laurent Fabius assumiu o cargo de primeiro-ministro e o governo passou a se dedicar à integração com a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e às medidas para conter a inflação. Em 1986, os conservadores venceram as eleições legislativas e Jacques Chirac tornou-se o primeiro-ministro.

No início dos anos de 1990, surgiram manifestações contra a política agrícola, o racismo e a extrema-direita. Em 1995, Jacques Chirac foi eleito presidente. Em maio de 1997, Lionel Jospin, do Partido Socialista, elegeu-se primeiro-ministro. Jospin divulgou um conjunto de medidas econômicas, objetivando reduzir os gastos do governo e aumentar os impostos das grandes empresas. Em 2002, Jacques Chirac reelegeu-se presidente.

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