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| Montmartre, famoso bairro de Paris. A capital da França é um dos locais mais visitados do mundo. |
HISTÓRIA
Primeiros Tempos. Na Antiguidade, tribos de celtas e outros povos viviam na região onde hoje é a França e que os romanos chamavam de Gália. Os exércitos romanos invadiram-na por volta de 200 a.C. Júlio César conquistou toda a região entre 58 e 51 a.C. A Gália prosperou sob o domínio romano durante centenas de anos, apesar das invasões bárbaras nos séc. III e IV d.C.
As fronteiras do Império Romano do Ocidente começaram a ser invadidas no séc.V. Tribos germânicas vindas do leste atravessaram o rio Reno e entraram na Gália. Clóvis, rei dos francos sálios, derrotou o governador romano da Gália em 482. Ele fundou a dinastia dos merovíngios e adotou o cristianismo.
Em meados do séc. VII, Pepino de Herstal, o principal conselheiro do rei, assumiu a maior parte dos poderes. Seu filho, Carlos Martel, estendeu o poder da família. Pepino, o Breve, filho de Carlos Martel, derrubou o último soberano merovíngio e foi coroado rei dos francos em 751. Fundou a dinastia carolíngia e expandiu o reino franco.
O filho de Pepino, Carlos Magno, foi um dos mais poderosos conquistadores de todos os tempos. Depois que Carlos Magno se tornou rei dos francos, empenhou-se em mais de 50 campanhas militares e estendeu seu reino muito além das atuais fronteiras da França. Em 800, Carlos Magno foi coroado imperador dos romanos pelo Papa Leão III. Morreu em 814, e seus três netos posteriormente lutaram entre si pelo domínio de seu vasto império. Eles dividiram-no em três reinos, em 843. Pelo Tratado de Verdun, um dos netos, Carlos, o Calvo, recebeu a maior parte do território que atualmente compõe a França.
Em 987, os nobres acabaram com a dinastia carolíngia e escolheram Hugo Capeto como rei, dando início à dinastia dos Capetos. Por muitos anos, os reis capetos exerceram seu poder apenas sobre os domínios reais. Os grandes nobres feudais, dentre os quais os duques da Normandia eram os mais poderosos, governavam suas próprias terras quase independentemente.
Crescimento do Poder Real. Os reis capetos foram gradualmente acrescentando mais territórios às suas propriedades. Filipe II foi o primeiro grande rei capeto. Depois de subir ao trono em 1180, ele mais do que duplicou os domínios reais, aumentando seu controle sobre os nobres. Filipe IV revoltou-se contra a autoridade papal. Impôs tributos aos religiosos, prendeu um bispo e até mesmo o Papa Bonifácio VIII. Em 1305, graças à influência de Filipe, um arcebispo francês foi eleito papa sob o nome de Clemente V. Em 1309, ele transferiu a corte papal de Roma para Avignon, onde permaneceu até 1377.
O último rei capeto, Carlos IV, morreu em 1328, sem deixar herdeiro do sexo masculino. Um primo assumiu o trono como Filipe VI, dando início à dinastia dos Valois. O rei Eduardo III, da Inglaterra, sobrinho de Carlos, também reivindicou o trono francês. Em 1337, Eduardo desembarcou com um exército na Normandia. Essa invasão marcou o início de uma série de guerras entre a França e a Inglaterra, conhecida como a Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Os ingleses venceram a maioria das batalhas.
Luís XI estabeleceu as bases para o absolutismo dos reis da França. Durante a Guerra dos Cem Anos, os reis tinham perdido grande parte de seu poder para os nobres. Francisco I invadiu o norte da Itália e tomou Milão em 1515. As guerras da França contra o Sacro Império Romano continuaram até o reinado de Henrique II.
No começo do séc. XVI, um movimento religioso chamado Reforma criou o protestantismo na Europa. Muitos franceses aderiram à religião. Eles seguiam os ensinamentos de João Calvino e eram chamados de huguenotes. Após 1540, o governo passou a persegui-los severamente, enquanto cresciam em número e em força política. No final do séc. XVI, os católicos franceses e os huguenotes defrontaram-se numa série de guerras civis que duraram mais de 30 anos.
O grande poder dos reis franceses e de seus ministros cresceu firmemente do séc. XVI ao séc. XVIII. Luís XIV foi o melhor exemplo de rei absolutista da França: acumulou as funções de rei e de primeiro-ministro e tentou ser o supremo soberano da Europa. No entanto, foi impedido pelas alianças militares que envolviam a Inglaterra, a Espanha, o Sacro Império Romano e outras nações.
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