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ENTRADAS

Nome que se dava, no tempo do Brasil colonial, aos grupos de homens armados que, partindo do litoral, entravam pelos sertões e matas do interior em expedições desbravadoras, empreendidas entre 1500 e 1600.

De certo modo, as entradas confundem-se com as bandeiras. Mas há diferenças: ao contrário das bandeiras, empreendimentos privados, as entradas eram promovidas pelas autoridades coloniais portuguesas. Por isso, em geral, não ultrapassavam a linha de Tordesilhas, respeitando o limite entre as terras portuguesas e espanholas na América do Sul.

Américo Vespúcio (dir.) e índios brasileiros. Navegador italiano participou da primeira Entrada, em 1503.

Primeiras Entradas. A primeira entrada pelos sertões brasileiros de que se tem notícia é relatada por Américo Vespúcio, o navegante italiano que esteve no Brasil na expedição de Gonçalo Coelho em 1503. Segundo Vespúcio, um grupo de 30 homens teria penetrado cerca de 40 léguas (240 km) pelas matas adentro, a partir de Cabo Frio, Rio de Janeiro.

A expedição de Martim Afonso de Sousa, em 1531, enviou duas entradas de reconhecimento ao interior, uma ao Rio de Janeiro, e a outra, comandada por Pero Lobo, a São Vicente, na altura de Cananeia.

Entradas Baianas. A partir de 1549, os governadores gerais estabelecidos na Bahia incentivaram a realização de entradas em busca de ouro e prata. Em 1553, o espanhol Francisco Bruza de Espinosa e seus companheiros atingiram pela primeira vez os sertões do atual estado de Minas Gerais.

Outras expedições se seguiram. No final do séc. XVI, realizou-se uma das entradas mais importantes. Em 1587, Gabriel Soares de Sousa, um senhor de engenho, pediu autorização para retomar a busca de riquezas no interior da Bahia. Para justificar-se, escreveu dois livros: Roteiro Geral da Costa Brasileira e Memorial e Declaração das Grandezas da Bahia. Em 1592, Gabriel Soares fez sua expedição, durante a qual morreu. Não achou ouro nem prata, mas deixou uma obra importante sobre o Brasil no séc. XVI.

Outras Entradas. Alguns historiadores consideram também entradas as expedições fluviais feitas na Amazônia por Francisco Caldeira Castelo Branco e Pedro Teixeira. Em 1616, Castelo Branco foi combater ingleses e holandeses estabelecidos na Amazônia. Pedro Teixeira, em 1638, chegou até Quito, no Equador.

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