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FINLÂNDIA
O país em resumo
Nome oficial: República da Finlândia (Suomen Tasavalta/Republiken Finland).
Capital: Helsinque.
Localização: norte da Europa.
Nacionalidade: finlandesa.
Área: 338.145 km2.
População: 5,2 milhões (2001).
Densidade: 15,38 hab./km2.
Línguas oficiais: finlandês e sueco.
Composição étnica: finlandeses, suecos e outros europeus.
Religião: maioria cristã, sobretudo protestante.
Governo
Sistema de governo
: república com regime de governo misto.
Presidente: Tarja Halonen (desde 2000).
Primeiro-ministro: Paavo Lipponen (desde 1995, reeleito em 1999).
Legislativo: unicameral. Parlamento (Eduskunta/ Riksdagen), com 200 membros eleitos por voto direto para um mandato de quatro anos.
Principais partidos: Partido da Coalizão Nacional (Kok), Partido do Centro Finlandês (Kesk) e Partido Social-
Democrata (SDP).
Economia
PIB
: 122 bilhões de dólares (2001).
Silvicultura: é a base da economia da Finlândia.
Indústria: papel, papelão, material gráfico e editorial, produtos de madeira, maquinaria, equipamentos agrícolas e de transporte, embarcações, metais, alimentos, produtos químicos, têxteis e vestuário.
Exportação: papel e celulose, produtos de madeira, maquinaria e embarcações.
Moeda: euro, que substituiu o marco finlandês em 2002.
Mapa

País situado no norte da Europa, com 338.145 km2. Cerca de um terço de seu território fica acima do Círculo Polar Ártico. Segundo levantamento recente, a Finlândia possui 188 mil lagos e 171 mil ilhas. Tem clima temperado. Suas florestas de coníferas, que cobrem dois terços da superfície, fornecem a matéria-prima de uma de suas principais indústrias: a de papel, celulose e madeira. O país também se destaca na produção de aparelhos eletrônicos, como celulares, e no ramo metalúrgico. No norte do país fica a região da Lapônia, a terra do Papai Noel (que também ocupa o norte da Suécia e da Noruega), onde, no verão, o sol não se põe durante muitos dias, e no o inverno, há dias de total escuridão.

O índice de habitantes que freqüentam a escola é de 100%. Possui uma das mais altas rendas per capita da Europa (24.280 dólares). Sua capital é Helsinque. Faz parte da Escandinávia, com a Suécia, a Noruega, a Dinamarca e a Islândia.

Cidade de Tampere, na Finlândia, país com um terço do território acima do Círculo Polar Ártico.

HISTÓRIA

Primeiros Tempos. Os habitantes mais antigos da Finlândia de que se tem conhecimento foram os lapões. Viviam como caçadores nômades. Mais ou menos no ano 100, os finlandeses primitivos começaram a chegar ao país, vindos do litoral sul do Golfo da Finlândia. Sua terra natal situava-se talvez entre o rio Volga e os Montes Urais, na Rússia. Aos poucos, foram deslocando os lapões cada vez mais para o norte. Os finlandeses dividiam-se em três tribos que seguidamente lutavam entre si. Viviam da agricultura, da caça e da pesca. No séc. XI, a Suécia e a Rússia começaram a disputar o domínio da Finlândia, com o objetivo de expandir suas fronteiras.

Domínio Sueco. Nos séc. XII e XIII, a Suécia gradualmente conquistou toda a Finlândia e estabeleceu o Catolicismo como religião oficial. Muitos suecos fixaram-se na Finlândia e a língua sueca tornou-se oficial; contudo, os finlandeses tinham direitos iguais aos dos suecos. Por volta de 1540, o rei sueco fez do luteranismo a religião oficial.

Do séc. XVI ao séc. XVIII, a Suécia e a Rússia travaram diversas guerras por causa da Finlândia. A Rússia conquistou a província finlandesa de Vyborg depois da Grande Guerra do Norte (1700-1721), conhecida na Finlândia como a Grande Ira. Durante a guerra, e de 1741 a 1743, a Rússia ocupou toda a Finlândia. Suecos e russos lutaram novamente de 1788 a 1790.

Anexação Pela Rússia. A Rússia invadiu a Finlândia e, em 1809, transformou o país num grão-ducado do Império russo, devolvendo a província de Vyborg. No séc. XIX, os finlandeses assumiram uma posição mais nacionalista, exigindo, entre outras reivindicações, que o finlandês fosse adotado como língua oficial, ao lado do sueco. Mas isso só aconteceu em 1902.

Em 1899, o czar Nicolau II deu início a um programa destinado a forçar os finlandeses a aceitar o governo e a cultura russa. Suspendeu a maioria dos direitos do governo local, designou um governador russo como ditador e declarou o russo língua oficial. A resistência finlandesa chegou ao auge em 1905, com uma greve nacional de seis dias. O czar, então, restaurou grande parte do próprio governo finlandês.

Em 1906, os finlandeses criaram seu primeiro parlamento eleito. Nos anos que se seguiram, a Rússia tentou novamente controlar o país.

A Finlândia não participou da Primeira Guerra Mundial, mas seus navios mercantes ficaram bloqueados no Golfo de Bótnia, e o país sofreu escassez de alimentos e desemprego. Com a revolução na Rússia que derrubou o czar, os finlandeses decidiram declarar sua independência em 6 de dezembro de 1917.

Moradores fazem compras em mercado de rua em Turku, antiga capital da Finlândia.

Nova República. O governo russo reconheceu a nova nação, mas algumas forças russas permaneceram na Finlândia. Enquanto preparavam sua independência, os finlandeses tinham se dividido em dois grupos – socialistas, cujas tropas se chamavam Guarda Vermelha, e não-socialistas, cujas tropas se denominavam Guarda Branca. Ambos queriam a independência finlandesa, mas os socialistas também desejavam mudanças sociais revolucionárias.

Em janeiro de 1918, a Guarda Branca, chefiada por Carl Gustav Mannerheim, deu início a operações na Finlândia ocidental, a fim de expulsar as forças bolcheviques. Ao mesmo tempo, a Guarda Vermelha tentava tomar o governo em Helsinque. Eclodiu uma guerra civil. Os Brancos receberam ajuda da Alemanha; e os Vermelhos, da Rússia. A revolução terminou com a vitória dos Brancos, em maio de 1918.

Em 1919, a Finlândia adotou uma Constituição republicana e Kaarlo Juho Stahlberg tornou-se o primeiro presidente. Mas as relações da Finlândia com a Suécia e a Rússia revolucionária permaneciam instáveis. A Finlândia e a Suécia disputavam a posse das ilhas Aland. Em 1921, a Liga das Nações concedeu as ilhas à Finlândia. O conflito com a Rússia baseava-se na conquista da Carélia, uma vasta região a leste da Finlândia. O país queria que a Carélia fosse sua ou, então, que fosse declarada independente da Rússia. As relações entre os dois países permaneceram tensas durante anos.

A Segunda Guerra Mundial. A Finlândia não se aliou oficialmente a nenhuma nação na Segunda Guerra, mas a União Soviética invadiu o país duas vezes. A Guerra de Inverno começou em novembro de 1939, quando forças soviéticas invadiram a Finlândia. Mannerheim chefiou a forte resistência finlandesa, que acabou se rendendo em março de 1940. Pelo tratado de paz, a Finlândia foi forçada a entregar a parte sul da Carélia, onde viviam 5% da população finlandesa. A base naval em Hangö, no sudoeste da Finlândia, passou ao comando de tropas soviéticas.

Em 1941, a Finlândia permitiu que a Alemanha estacionasse suas forças no norte do país e que elas atravessassem a região a fim de atacar a União Soviética. Esta, por sua vez, bombardeou a Finlândia. Tropas finlandesas recapturaram o sul da Carélia. Mas, em 1944, os soviéticos avançaram e os finlandeses não puderam resistir. Em setembro de 1944, a Finlândia e a União Soviética assinaram um armistício. À medida que os exércitos alemães se retiravam do norte da Finlândia, incendiavam cidades, aldeias e florestas que deixavam para trás.

Cerca de 100 mil finlandeses morreram e 50 mil ficaram inválidos durante a guerra. A União Soviética recuperou o sul da Carélia e conquistou outros territórios finlandeses. Também arrendou uma base militar em Porkkala, perto de Helsinque, mas devolveu a base em Hangö. Cerca de 420 mil carélios fugiram para a Finlândia, onde o governo lhes deu novas terras. A Finlândia ainda teve de pagar à União Soviética cerca de 225 milhões de dólares por reparações.

Barco atravessa o canal para a Baía de Helsinque. A Finlândia possui 188 mil lagos e 171 mil ilhas.

Acontecimentos após a Guerra. Mannerheim tornou-se o presidente em 1944, mas renunciou em 1946 por motivos de saúde. Juho K. Paasikivi completou o mandato e foi eleito para um novo período em 1950. Paasikivi implantou uma política de neutralidade finlandesa em questões internacionais.

Sob seu governo, a Finlândia estabeleceu fortes laços econômicos e culturais com a União Soviética e os países escandinavos – Dinamarca, Noruega e Suécia. Em 1955, a União Soviética devolveu Porkkala, e as duas nações renovaram o Tratado de Amizade e Assistência já firmado em 1948. Também em 1955, a Finlândia entrou para a Organização das Nações Unidas (ONU) e para o Conselho Nórdico.

Em 1956, Urho Kekkonen foi eleito presidente. Manteve a neutralidade do país nas relações internacionais e foi reeleito em 1962 e em 1968. Em 1961, o país ingressou na Associação Europeia de Livre Comércio (AELC). Em fins de 1973, a AELC firmou acordos com outro grupo econômico, a Comunidade Europeia. Os acordos reduziram as tarifas sobre produtos entre as nações de ambos os grupos. Antes, em janeiro de 1973, o Parlamento finlandês aprovara um projeto especial para prorrogar o mandato de Kekkonen de 1974 até 1981. O Parlamento esperava que o projeto demonstrasse à União Soviética que a política de neutralidade defendida por Kekkonen não se modificaria por causa do acordo econômico com a Comunidade Europeia.

Na década de 1980, o país viveu um período de prosperidade econômica e estabilidade política. Com a abertura econômica e política da União Soviética a partir de 1985, a Finlândia começou a sofrer os primeiros impactos. A queda das importações soviéticas, que passou a procurar outros parceiros no Ocidente, fez com que a Finlândia perdesse o seu papel de intermediária entre os soviéticos e as nações ocidentais.

Com o fim da União Soviética, em 1991, a Finlândia entrou num período de grandes dificuldades e incertezas. Os grupos que pregavam uma maior aproximação com o Ocidente e a União Europeia (UE) começaram a crescer. A vitória do Partido Social-Democrata (SDP) nas eleições de 1991 permitiu o início das negociações para o ingresso na UE, o que acabou acontecendo em 1994, depois que um referendo popular aprovou, com pequena margem de votos, a proposta de adesão.

Ainda em 1994, Martti Ahtisaari (SDP) foi eleito presidente e, em 1995, seu partido venceu as eleições, obtendo a maioria no Parlamento. Paavo Lipponen foi indicado primeiro-ministro, tomando posse em 1995. Suas primeiras medidas promoveram um ajuste fiscal, com aumento de impostos, cortes nos gastos sociais e diminuição do ritmo da economia. Essas medidas provocaram o crescimento do desemprego e fomentaram a oposição ao governo e à adesão à UE, principalmente após a implementação de um orçamento ainda mais austero em 1997. Nas eleições para o Parlamento europeu em 1997, os partidários da não-adesão elegeram um número maior de deputados.

A crise econômica da Rússia em 1997 voltou a atingir a Finlândia. No entanto, a economia prosperou novamente e, em 1999, Lipponen conseguiu reeleger-se. No ano seguinte, Tarja Halonen (SDP) venceu as eleições presidenciais, tornando-se a primeira mulher a ocupar esse cargo na Finlândia.

A Zona do Euro. A introdução do euro foi dividida em duas etapas. Na primeira, ocorrida em janeiro de 1999, o euro passou a ser utilizado somente em operações financeiras e em transações comerciais que não exigissem papel-moeda, como nas bolsas de valores. A partir de 2002, o euro começou a circular como moeda corrente na União Europeia.

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