Estado natural A existência do enxofre é conhecida desde os tempos pré-históricos, mas ele só foi reconhecido como elemento por Lavoisier, em 1777. Encontra-se livre na natureza, nas regiões vulcânicas. As jazidas podem ser ao ar livre, como na Sicília (Itália), ou subterrâneas, como na Louisiana (Estados Unidos) ou em Teruel (Espanha). Também é encontrado formando minerais como a baritina (BaSO 4), o gesso (CaSO 4 • 2H 2O), o cinábrio (HgS), a galena (PbS), a blenda (ZnS) e a pirita (FeS 2), entre outros. Ele também é obtido em estado gasoso na forma de H 2S, junto com o petróleo, ou como SO 2, nas emanações vulcânicas. Obtenção e extração
A obtenção do enxofre é feita a partir da recuperação dos subprodutos da metalurgia dos sulfetos ou da indústria de gás natural, como o SO2 e o H2S, e pela simples extração dos depósitos sedimentares existentes no planeta. Há dois métodos diferentes de extração: ométodo dos 'calcaroni' e o método de Frasch. A utilização de um ou de outro dependerá do tipo de jazida da profundidade em que se encontra.
Método dos 'calcaroni'
É empregado nas jazidas ao ar livre. Consiste em amontoar a terra contendo o enxofre dentro de um forno e aquecê-la. O calor desprendido funde o resto do enxofre que escorre para moldes. Método de Frasch
Empregado nos poços profundos da Louisiana, consiste em injetar vapor de água sob pressão no interior da terra mediante uma série de tubos concêntricos. O enxofre fundido desce para o fundo do poço e sobe junto com a água já condensada Purificação
O enxofre extraído por qualquer dos métodos anteriores precisa ser purificado. Para tal, costuma-se utilizar a destilação do enxofre bruto. O enxofre, depois de passar por um forno, na ausência de ar, passa em estado gasoso para uma câmara onde é resfriado e se solidifica num pó amarelado chamado flor-de-enxofre.
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