Em 1890, Rui Barbosa, ministro da Fazenda do governo provisório chefiado por Deodoro da Fonseca, achava que havia pouca moeda circulando no Brasil e que uma maior emissão permitiria o desenvolvimento de novas empresas, favorecendo o crescimento econômico. O ministro também considerava a emissão de papel-moeda uma boa alternativa para pagar as contas do novo Estado, que se multiplicavam velozmente. Esses pontos de vista, transformados em plano econômico, estavam sintetizados em uma política inflacionária e de crédito fácil para a indústria, chamada 'Encilhamento'. Com seu plano, Rui Barbosa estimulou o surgimento repentino de companhias de fachada, que conseguiam empréstimos bancários, vendiam ações, mas não chegavam a produzir absolutamente nada. Tais medidas, aliadas à desvalorização do dinheiro, complicaram ainda mais a difícil situação do Brasil, principalmente junto aos credores internacionais. A dívida que restara do Império já era volumosa e, com a moeda desvalorizada, ficava cada vez mais difícil honrar os pagamentos em libras esterlinas.
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