Construir cidades não foi preocupação de Portugal nos três séculos de colonização. Os núcleos urbanos surgiram muito mais em função da necessidade do que de um planejamento.
 | | | Ouro Preto (antiga Vila Rica), Minas Gerais |
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As primeiras vilas e cidades A Coroa dava aos donatários das capitanias hereditárias o direito de fundar vilas. Mas, até o final do século XVI, o Brasil tinha apenas 14 vilas e cidades em todo o seu território. A maioria estava no litoral, algumas surgidas em torno de fortificações. Outras eram portuárias e tinham uma importância secundária em relação aos engenhos, que eram os núcleos de produção. Em todo o século XVI, apenas três cidades foram fundadas por iniciativa da Coroa portuguesa, duas delas no Nordeste:
• Salvador, em 1549, a primeira capital da Colônia.
• Rio de Janeiro, em 1565, que se desenvolveu pouco nos dois primeiros séculos.
• Filipéia, em 1585. Durante o domínio holandês (1634 a 1654) chamou-se Frederikstad. Após a expulsão dos holandeses denominou-se Paraíba, nome que foi mudado para João Pessoa em 1930
 Os poderosos das cidades Nas cidades coloniais viviam um juiz, um cobrador de impostos, um bispo e um capitão-da-guarda. As vilas mais distantes do litoral surgiram das aldeias de jesuítas, principalmente no Sul e no Sudeste, como é o caso de São Paulo, fundada em 25 de janeiro de 1554 pelo padre José de Anchieta.
 | | | Família de ex-escravos que se tornaram comerciantes: exceção após a Abolição da Escravatura, em 1888 |
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A falta de planejamento Sem preocupação com o planejamento, as vilas e cidades cresciam aleatoriamente. Ruas sinuosas e mal calçadas dificultavam qualquer tipo de atividade comercial. Só depois que a atividade mineradora começou a se intensificar, no século XVIII, apareceram vilas e cidades realmente habitadas no interior do território brasileiro.
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