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 | | | O clima imperial nos Trópicos, segundo Jean-Baptiste Debret. |
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A história do Rio de Janeiro divide-se em dois períodos: antes e depois da vinda de D. João VI (1767-1826) para o Brasil, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte. Poder e fartura
Em 1763, a cidade do Rio de Janeiro substituiu Salvador como capital do vice-reino e tornou-se o centro do poder político e econômico do Brasil. A mudança da Família Real portuguesa para o Brasil beneficiou muito a Colônia. O rico acervo de
 | | | Os nobres e seus escravos, em pintura de Debret. |
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arte que o príncipe regente, D. João, trouxe consigo permaneceu aqui quando a Corte retornou a Lisboa, em 1821, bem como a produção de importantes artistas europeus que acompanharam a Corte em seu exílio no Brasil. O pintor francês Jean-Baptiste Debret, que registrou os costumes nos Trópicos, foi um deles. No século XIX, a riqueza acumulada pela cultura do café e a chegada da Corte portuguesa provocaram uma verdadeira revolução urbana no Rio de Janeiro. Inicialmente formada de 46 ruas, 19 largos, seis becos e quatro travessas, a cidade viu surgirem as primeiras estradas de ferro e linhas de bonde, a iluminação a gás e o serviço de tílburis, ou charretes de luxo.
Hoje, por toda a cidade espalham-se marcos históricos da presença da Corte imperial no Brasil.
| • Na Penha está a Igreja da Penha, cuja capela data de 1632. • Na Glória, a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, um dos cartões-postais da cidade.
• Na Tijuca, a Igreja de São Sebastião, o padroeiro do Rio de Janeiro.
• Em São Cristóvão, encontra-se o Museu do Primeiro Reinado, local onde a marquesa de Santos recebia o imperador Pedro II.
• Na Quinta da Boa Vista está o Museu Nacional, com seu famoso acervo de arte egípcia, arqueologia e paleontologia. Parte integrante do palácio construído por D. João VI, em 1818, é onde viveu a Família Real.
• Em Botafogo há o Museu da Casa de Rui Barbosa, com 77 mil volumes e 3.500 títulos de periódicos.
• Na Lapa, há os Arcos construídos em 1750 que serviram de aqueduto e, depois, de leito do bondinho que sobe em direção ao morro de Santa Teresa.
• Na Praça Quinze está o Museu Histórico Nacional (antigo Forte Santiago), uma construção do século XVII. Ocupa um conjunto arquitetônico formado pelo antigo Arsenal de Guerra (1764) e pela Casa do Trem (1762) e possui duas coleções que estão entre as maiores do mundo: a de moedas e a de esculturas religiosas indo-portuguesas de marfim, esculpidas em presas de morsa e de elefante.
• No Centro está o Convento e a Igreja de Santo Antônio, a igreja mais antiga do Rio. Foi construída entre 1608 e 1620 e restaurada em 1972. No mausoléu do convento, estão os restos mortais dos filhos de D. Pedro I e D. Pedro II.
• No Parque Nacional da Tijuca, que abrigava, até a chegada dos portugueses, índios tamoios e tupinambás, estão as benfeitorias promovidas por determinação do imperador D. Pedro II. O major Manuel Guedes Archer iniciou o processo de recuperação dos terrenos próximos às nascentes dos rios e plantou ipês, quaresmeiras, embaúbas e outras espécies, num total de 100 mil mudas de mata nativa. Depois dele, o barão Gastão Luiz de Escragnolle continuou a cuidar da floresta, plantando mais 35 mil mudas. Em meio à vegetação restaurada, o parque reúne vestígios e ruínas que testemunham um pouco da história do Brasil. Há, por exemplo, o Pico da Tijuca, com 1.021 metros, conhecido como a Mesa do Imperador, local onde, segundo os historiadores, os nobres da Corte imperial faziam seus piqueniques em dias de verão.
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