 | | | No ritual judaico, o caixão deve ser simples e igual para todos, mas no cemitério os ícones aparecem nas sepulturas |
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Esses três povos usam a água em seus rituais para purificar e conduzir os mortos à sua nova moradaJudeusPara o povo judeu, a morte prepara para o mundo que está por vir. Os judeus ficam tristes, mas nunca aflitos. Ao deixarem o cemitério, onde não há imagens, lavam as mãos e não enxugam; isso simboliza sua crença na vida. Em vez de fazer o velório, como os cristãos, os judeus sepultam seus mortos o mais rápido possível. Muçulmanos A água é fundamental no ritual fúnebre dos seguidores de Maomé. O morto é banhado três vezes e recebe pó de cânfora nos sete pontos de prostração – os pontos do corpo que ficam em contato com o solo durante as rezas diárias, quando todo muçulmano ora com a face virada em direção a Meca, sua cidade sagrada. O pó serve para conservar o corpo por mais tempo. Afro-brasileiros Os descendentes de africanos veem os espíritos como forças poderosas que lhes ajudam a viver o dia a dia. A morte na umbanda não é o fim da vida, e sim o fim de uma etapa - após a morte física do ser desencarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual que condiz com seus atos e vibração emocional acumulados durante a passagem no corpo físico. O funeral de um umbandista é dividido em duas partes: a) purificação do corpo e b) purificação do espírito - que acontece somente com a presença do sacerdote, um ajudante e um parente, e depois acontece a cerimônia social para encomenda do espírito, realizada no velório e no túmulo. Os adeptos do candomblé e da umbanda fazem ritos mortuários para ajudar os espíritos a irem para o mundo dos mortos. A tradição do candomblé manda que a família despache todos os pertences da pessoa que morreu. O que é feito, normalmente, no mar ou no mato.
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