Você sabia que a xilogravura faz parte da arte popular de nosso país? Essa técnica é muito usada em Pernambuco para ilustrar os poemas de cordel. A poesia nordestina cantada e rimada ganhou essa forma gráfica, que tornou perene a arte dos cantadores. Os folhetos vendidos nas feiras trazem as histórias por escrito, ilustradas com desenhos feitos em matrizes de madeira.
O cordel tem origem na poesia da península Ibérica, da tradição de pendurar folhetos em barbantes. Povoadas de infantas, damas e príncipes, essas histórias são cantadas na forma de modinhas, cantigas, lundus e chulas. Nelas, misturam-se temas portugueses e brasileiros e "causos" de assombração, peripécias e amores. Evocando o cangaço de Lampião, os santos milagreiros ou os ídolos do futebol, muitos autores se destacam recitando no centro de rodas de pessoas as estrofes de longas sagas rimadas. Depois, vendem os folhetos ilustrados com gravuras em preto e branco de desenhos simplificados.
Até o momento são conhecidos três tipos de cordel: O tradicional – romances, novelas e contos religiosos. Os circunstanciais – com acontecimentos de natureza física, temas sociais e urbanos. As cantorias – sátiras rítmicas.
Para saber mais
O Desenho de Lasar Segall, Equipe do Museu Lasar Segall, Ed. Lasar Segall, São Paulo, 1991.