Uma breve história do átomo
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| Ernest Rutherford, o cientista que desenvolveu o modelo atômico aceito até hoje |
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Mais de quatro séculos antes de Cristo o filósofo grego Demócrito afirmou que todos os corpos da natureza são compostos de minúsculas partículas invisíveis chamadas átomos ('indivisível', em grego). No início do século XIX, John Dalton (1766-1844) formulou a hipótese de que o átomo era uma partícula maciça e indivisível, como uma bola de bilhar.
Em 1897, Joseph J. Thomson (1856-1940) deu o nome de elétrons às partículas negativas e afirmou que o átomo, apesar de maciço, não era indivisível. Seu modelo de como seria um átomo ficou conhecido como ‘pudim de passas’, pois o átomo seria um pudim, onde as passas seriam os elétrons. Em 1911, o físico britânico Ernest Rutherford (1871-1937) desenvolveu o modelo aceito até hoje e provou que o átomo não é maciço, nem indivisível. Em 1913, Niels Bohr (1885-1962) estabeleceu que os elétrons estão dispostos em níveis de energia. Na década de 1920, Rutherford descobriu que o núcleo de hidrogênio é composto de um único próton e que tem carga positiva. Preveu a existência do nêutron,
sem carga. Na década de 1930, James Chadwick, um assistente de Rutherford, confirmou a existência do nêutron. Mais tarde, foram descobertas partículas ainda menores, chamadas subatômicas, como o pósitron, o neutrino e o méson. Hoje acredita-se na existência de dezenas de outras partículas. Elas são classificadas em duas famílias: os quarks, que formam os nêutrons, prótons e mésons, e os léptons, que formam partículas mais leves, como o elétron e o neutrino.