Indiozinho com os pés ao contrário, cuja missão é proteger as florestas e a caça. A lenda do Curupira nasceu com os índios tupi-guaranis (curu é abreviatura de curumim, menino; pira significa corpo) e passou para os sertanejos. Senhor da caça e dono da floresta O Curupira é representado pela figura de um índio pequeno e ágil, cujos calcanhares são voltados para a frente para despistar os caçadores. Tem dentes verdes e cabelo vermelho ou, às vezes, cabeça pelada. É considerado senhor da caça e dono das matas, cujos segredos sabe e defende. Testa a resistência das árvores às tempestades batendo com os calcanhares nos troncos. É amigo dos cães e dos porcos-do-mato. Os vaga-lumes são seus batedores, acompanhando-o por onde passa. Como acreditavam que ele podia atacar as pessoas, os índios deixavam presentes para agradá-lo, entre eles penas de aves, arco e flechas, colares e comida. |
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Presente: fumo de rolo O Curupira persegue os caçadores com assobios. Para fazê-lo ficar quieto, basta bater num pilão. Às vezes, confunde os caçadores transformando-se em caça que nunca pode ser caçada ou adquirindo a forma de um amigo ou da própria mulher do caçador. Para evitar problemas, quem entra na mata deve levar fumo de rolo para agradá-lo. Quando o Curupira gosta de alguém, conduz a caça ao alcance de suas armas ou presenteia com flechas que jamais erram o alvo. Detesta pimenta e alho, adora mingau e tabaco. Também é conhecido pelos nomes de Caiçara, Pai-do-mato e Zumbi.
| O Caiçara Em 1560, o Padre José de Anchieta já citava o Curupira em seus escritos, com o nome de "o Caiçara". Segundo o missionário, o fantástico personagem maltratava com chicotadas os índios que se perdiam na mata.
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Dizem os sertanejos... Até hoje, quando os sertanejos ouvem um barulho no meio da mata, comentam: "É o Curupira batendo em alguma árvore para ver se ela resiste à próxima tempestade".
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