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A crise no Líbano

O Líbano, ex-protetorado francês, é um país de população árabe dividida basicamente em muçulmanos e cristãos, antigamente em proporções semelhantes. O sistema político do país reflete essa divisão, o primeiro-ministro é sempre um muçulmano sunita, enquanto o presidente é um cristão maronita.

Por muito tempo o país foi visto como um exemplo de tolerância e boa convivência, mas a crise em Israel acabou forçando milhares de palestinos a buscar exílio em solo libanês. O aumento da população muçulmana sobrecarregou os serviços públicos e alterou o equilíbrio entre os grupos religiosos. Alguns setores da política muçulmana alegavam que a divisão de poder no governo deveria ser reestabelecida, ao passo que os cristãos temiam tornar-se uma minoria.

Paralelamente, os refugiados palestinos organizaram no país a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), que fazia ataques a Israel através da fronteira. O clima de tensão agravou-se e, em 1975, o país mergulhou em uma violenta guerra civil, que acabou envolvendo também Israel e Síria, e levou ao surgimento do grupo xiita Hizbollah e da revolta palestina conhecida como Intifada. A guerra só terminou em 1990, Israel só abandonou definitivamente o sul do Líbano em 2000 e a Síria só retirou seus soldados em 2005, sob forte pressão internacional e acusações de usar o Líbano como um Estado-satélite.


 
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