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1. (Uerj 2007) "Sendo iguais entre si os homens são também independentes na ordem da natureza: são livres [...]. A sociedade, pois, é obra da vontade dos homens. A lei na sociedade é a expressão livre e solene da vontade geral." ("Correo Semanario, político y mercantil do México", 1811) O texto reflete o ideário liberal da Revolução Francesa, que influenciou as colônias espanholas da América, no momento de suas independências. Identifique e explique duas ideias apontadas no texto que evidenciem a relação entre a Independência do México e os princípios norteadores da Revolução Francesa.
2- (FUVEST) As relações comerciais entre a Espanha e suas colônias, até a primeira metade do século XVIII, caracterizaram-se por: a) um sistema de portos únicos, responsáveis por todas as transações comerciais legais. b) um pacto colonial igual àquele que se desenvolvia entre o Brasil e a sua metrópole. c) um sistema de liberdade de comércio, sem qualquer controle metropolitano. d) um sistema de comércio livre e triangular, envolvendo a Espanha, a América e a África. e) um sistema que concedia privilégios aos comerciantes da região do Prata. 3. (Uerj 2007) "Veja, se eu sair à rua e disser ao primeiro homem que encontrar 'siga-me', ele me seguirá." (Juan Facundo Quiroga)
A frase, do general e político argentino do século XIX, traduz muito bem o caráter do caudilhismo, que marcou a vida política das ex-colônias espanholas na América após os processos de emancipação. Estabeleça a relação existente entre o fracionamento político-territorial das colônias espanholas na América após suas independências e o surgimento do caudilhismo. Em seguida, indique um fator econômico ou social que explique a constituição desse fenômeno na região.
4. (Uel 2007) Segundo Octavio Ianni, na América Latina "(...) a debilidade da sociedade civil manifesta-se significativamente nos partidos políticos. Devido à precariedade da cultura política do povo, sua escassa vivência do jogo político formal, tendo em conta a prevalência do público sobre o privado, os partidos pouco representam, enquanto instituições políticas intermediárias, por meio das quais articulam-se os cidadãos e o Estado. Os partidos, ao longo da história latino-americana, seriam personalistas, caudilhescos, clientelísticos. Tanto os antigos como os recentes, à direita, no centro e à esquerda. Seriam pouco estruturados, sujeitos à influência de personalidades fortes, coloridas, demagógicas, carismáticas. Nos processos eleitorais e nos governos, nos poderes executivo e legislativo, em geral predominam chefes, caudilhos, caciques, coronéis, gamonales ou oligarcas; em lugar de programas, plataformas. O clientelismo, favoritismo, paternalismo, cartorialismo subsistem além do interesse público. Os partidos podem chamar-se liberais, conservadores, blancos, colorados, autênticos, ortodoxos, radicais, trabalhistas, justicialistas, nacionalistas e outras denominações, mas tendem a ser oligárquicos, personalistas, caudilhescos (...) Aos poucos, impõe-se a ideia do Estado forte como indispensável à organização e ao desenvolvimento da sociedade. Diante das limitações desta, do povo, cidadão, grupos, classes, movimentos sociais, partidos políticos, impõe-se a urgência da vigência do Estado abrangente, forte, desenvolvimentista, industrializador, modernizante, dirigente. Como a análise da sociedade civil é insatisfatória, reifica-se o Estado." Fonte: IANNI, O. O labirinto latino-americano. Petrópolis: Vozes, 1993, p.20. Com base no texto é correto afirmar que: a) Na América Latina a democracia está consolidada, o que se pode observar pela grande diversidade de partidos e correntes políticas. b) Um Estado forte, desenvolvimentista, modernizante e dirigente é a solução para a América Latina superar os problemas causados pelos chefes, caudilhos, caciques, coronéis e oligarcas que não respeitam os programas liberais, trabalhistas e nacionalistas. c) Nos processos eleitorais da América Latina, predominam programas e plataformas conservadoras, ortodoxas que favorecem as oligarquias e a sociedade civil. d) Os partidos políticos na América Latina tendem a ser mais personalistas do que programáticos, colocam interesses privados ou corporativos além do interesse público e a ideia de um Estado dirigente prevalece sobre cidadãos, grupos, classes e movimentos sociais. e) Na América Latina, o clientelismo, favoritismo, paternalismo, cartorialismo só subsistem por falta de interesse público nos processos eleitorais, seja para o executivo, seja para o legislativo.
5- (GV) Fragmento sobre a América Latina: "... o novo regime já não é oligárquico, não obstante as oligarquias não tenham sido fundamentalmente afetadas em suas funções de hegemonia social e política aos níveis local e regional e se encontrem, de algum modo, representadas no Estado (...) Trata-se de um Estado de Compromisso que é ao mesmo tempo um Estado de Massas, expressão da prolongada crise agrária, da dependência social dos grupos de classe média, da dependência social e econômica da burguesia industrial e da crescente pressão popular." O fragmento trata do surgimento, na região, dos regimes: a) populistas. b) comunistas. c) neoliberais. d) autonomistas. e) socialistas.
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