| Saiba Mais! Confederação do Equador Movimento revolucionário ocorrido em Pernambuco (1824). A dissolução da Assembleia Constituinte, em 1823, desagradou aos liberais pernambucanos. Os problemas se acentuaram, quando dom Pedro I ignorou a eleição de Manuel de Carvalho Paes de Andrade, antigo revolucionário de 1817, para presidente da província. Nomeou para o cargo, Francisco Pais Barreto, também antigo revolucionário, porém, disposto a apoiar o imperador, e cuja posse foi impedida pelos revoltosos. Em junho de 1824, as Câmaras de Olinda e Recife recusaram jurar a constituição outorgada e, em 2 de julho, Pais de Andrade proclamou o rompimento, defendendo a secessão e a República e buscando a adesão de outras províncias nordestinas. Foram enviadas contra os revoltosos tropas comandadas pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva e pelo almirante Cochrane e o movimento foi dominado, apesar da adesão parcial da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Coube aos revoltosos severas penas. No Recife, frei Caneca foi fuzilado, e Lázaro de Sousa Fernandes, Agostinho Bezerra Cavalcanti, Nicolau Martins Pereira, Francisco Antônio Fragoso e o americano James Heide Rodgers enforcados. No Rio de Janeiro foram executados João Guilherme Ratcliff, o maltês João Metrowitch e o pernambucano Joaquim, Loreiro. Paes de Andrade conseguiu proteção na corveta inglesa Tweed.
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