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Resumão Enem |
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No início da Idade Moderna, alguns pensadores dedicaram-se a entender os poderes absolutos dos reis. Dentre eles podemos destacar:
Maquiavel
Obra: O Príncipe Ideias centrais: A grande preocupação que permeia toda a obra de Maquiavel é o Estado, mas não um Estado utópico, ideal, e sim um Estado capaz de se impor à realidade concreta. Seus escritos tinham como premissa básica o estudo das coisas como elas eram, e não como se gostaria que elas fossem. Considerado o pai da Teoria Política, defendia a criação de um Estado unificado, com poder político forte e centralizado e advogava a separação entre política e moral no exercício do poder. Em O Príncipe, sua obra mais conhecida, ele buscava apresentar aos chefes políticos de seu tempo os meios que os homens de Estado deveriam usar para atingir os fins a que se propunham (“os fins justificam os meios”). Vale ressaltar que Maquiavel escreveu num contexto especifico em que a fragmentação política italiana gerava fragilidade perante Estados centralizados como a Espanha, a França e a Áustria.
Thomas Hobbes
Obra: O Leviatã Ideias centrais: Contratualismo: Podemos dizer que Hobbes era um contratualista, ou seja, um filósofo que acredita que o Estado e a sociedade nascem de um pacto voluntário entre os indivíduos que alienam sua liberdade ao Estado. Sem esse contrato, que trabalha estabelecendo regras de conduta, de subordinação e de convívio social, os homens viveriam naturalmente sem nenhum tipo de organização. Sendo assim, ele afirmava a necessidade de um Estado forte e centralizado para conter o “estado de natureza” dos homens. Ao dizer que “o homem é o lobo do próprio homem”, Hobbes falava da competição existente entre os seres humanos que vivem em sociedade e que poderia destruí-la. Por isso, dizia o filósofo, torna-se necessária a formulação de um “pacto” (contrato social), segundo o qual os homens renunciam à liberdade em troca da segurança oferecida pelo Estado.
Jacques Bossuet
Obra: Política tirada da Sagrada Escritura Ideias centrais: Amplamente ligado ao absolutismo, Bossuet defendia a ideia de que o poder real tinha origem divina e, por isso, seu pensamento foi bastante utilizado para justificar a grande autoridade dos reis. Defendeu o “Absolutismo de direito divino”, segundo o qual o rei seria o legítimo representante de Deus na Terra e, por isso, seu poder seria, além de inquestionável, ilimitado.
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