A carreira militar de Napoleão foi alavancada pelas mudanças que o exército francês sofreu ao longo da Revolução. A fuga de grande parte dos oficiais (de origem nobre) facilitou sua ascensão. Em 1793, foi nomeado general. Nas campanhas da Itália (1796-1797) e do Egito (1798-1799), Napoleão adquiriu enorme prestígio. A incapacidade dos regimes políticos revolucionários de se consolidarem favoreceu sua carreira política, que culminou quando foi coroado imperador, em 1804. Os países europeus tentaram combater o crescente domínio francês por meio de coalizões internacionais. Napoleão, porém, obrigou alguns monarcas europeus a firmar alianças com a França e a submeter-se à ocupação de seu exército. Os países que resistiram foram conquistados à força. Em 1811, apenas Inglaterra, Portugal e o Império Otomano escapavam ao controle francês. Com a expansão napoleônica, as ideias políticas e sociais da Revolução Francesa foram aplicadas em vários países da Europa ocidental e central. Em muitos lugares, isso causou o fim do predomínio da aristocracia e dos governos absolutistas, dando lugar a constituições e a formas de governo baseadas no modelo francês. Resistências. Embora alguns soberanos cedessem às pressões de Napoleão, a população dos territórios ocupados não aceitou a presença das tropas imperiais. Em 2 de maio de 1808, o povo de Madri se amotinou contra os franceses. A partir de 1812, o czar da Rússia começou a resistir às pressões napoleônicas. Napoleão acreditava que o exército francês poderia ocupar a Rússia sem grandes problemas e ordenou a invasão. Os russos, porém, praticaram a política da "terra arrasada": o exército retirou-se ordenadamente, mas antes destruiu todas as colheitas. Assim, as tropas francesas tiveram dificuldade para avançar por falta de provisões. Desgastado pela campanha da Rússia e pela guerrilha espanhola, Napoleão é vencido definitivamente em 1815, na Batalha de Waterloo. É exilado em Santa Helena, onde morre em 1821.
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