Genética Veja o que é importante saber para a prova: • enunciado e aplicação da Primeira e da Segunda Leis de Mendel • resolver problemas envolvendo as heranças com um par de genes, dois pares com segregação independente, interações genéticas, herança ligada ao sexo e linkage. • ter noções de probabilidade.
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A primeira lei de Mendel diz que os fatores que determinam uma característica nos seres vivos separam-se (segregam-se) na formação dos gametas. Ela também é conhecida como lei da segregação dos fatores. Em termos atuais, considerando que os fatores de Mendel correspondem aos genes, podemos enunciar a primeira Lei de Mendel (ou lei da segregação dos fatores) da seguinte maneira: os dois alelos de cada gene de um indivíduo separam-se (segregam-se) na formação dos gametas. A segunda lei de Mendel diz que os fatores para duas ou mais características separam-se (segregam-se) no híbrido e se distribuem independentemente para os gametas, combinando-se ao acaso. Ela também é chamada de lei da segregação independente. Em termos atuais, considerando-se que os fatores de Mendel correspondem aos genes presentes nos cromossomos, ou aos pares de alelos que determinam as características em estudo, podemos verificar que o comportamento desses genes durante a meiose está de acordo com essa lei (desde que cada par de alelos esteja localizado em um cromossomo homólogo diferente). Os genes alelos encontram-se nos cromossomos homólogos que se separam na primeira divisão meiótica e sua separação (ou segregação) independe da do outro par de alelos localizado em outro cromossomo. Isto resulta numa proporção de gametas exatamente como a prevista na segunda Lei de Mendel. Dica: Vale observar que todo problema envolvendo Segunda Lei de Mendel terá dois pares de genes formando o genótipo de cada um dos indivíduos (um para cada uma das duas características estudadas). Para montar o quadro que prevê os resultados esperados para a descendência é preciso saber que tipo de gametas cada um pode produzir. Cada gameta deverá conter um gene para cada uma das características. O passo seguinte para a resolução é verificar quais são os genótipos prováveis dos descendentes. Por exemplo: Aabb x aa BB O primeiro indivíduo produz dois tipos de gametas: Ab e ab O segundo produz apenas um tipo de gameta: aB Os possíveis descendentes do encontro desses gametas serão: AaBb e aaBb. Outros tipos de herança que devem ser mencionados são: • Interações genéticas: ocorre quando dois ou mais pares de genes atuam juntos para determinar uma só característica. Exemplos desse tipo de herança são a epistasia e a herança quantitativa. a. Epistasia: é um caso de interação genética que ocorre quando um gene (chamado epistático) inibe a ação de outro gene, em outro locus, chamado hipostático. b. Herança quantitativa: trata-se de um tipo de herança biológica (também chamada de poligênica) em que uma característica é determinada por dois ou mais pares de genes. Os efeitos desses genes são cumulativos, de forma que a característica final (fenótipo) corresponde à soma dos efeitos dos genes presentes em cada indivíduo. Este tipo de herança é responsável por características como peso, altura, cor da pele humana, por exemplo. • Herança ligada ao sexo é aquela em que os genes que determinam a característica estão localizados na região do cromossomo X que não tem homologia com o cromossomo Y. Assim, na espécie humana, esses genes são encontrados no sexo masculino sempre em dose simples (hemizigose), pois os homens têm apenas um cromossomo X no par sexual (XY). Já nas mulheres, que apresentam dois cromossomos X neste par (XX), estes genes se encontram como pares de alelos que podem estar em homo ou heterozigose. Um exemplo dessa herança é o da hemofilia, que se caracteriza pela dificuldade na coagulação do sangue pela falta de fatores responsáveis pelo processo. Em indivíduos com essa doença, qualquer machucado, por menor que seja, causa uma hemorragia prolongada e a pessoa corre o risco de ficar anêmica ou de ter uma grave diminuição no volume de sangue. O gene para essa característica é sempre transferido do pai para uma filha. Para que uma menina seja hemofílica, ela deve ter os dois genes recessivos, recebendo um no cromossomo X proveniente do seu pai (hemofílico) e outro no cromossomo X recebido de sua mãe, que deve ser portadora (heterozigota para essa característica). Para que um menino seja hemofílico, basta que ele receba um cromossomo X de sua mãe, portando o gene recessivo. O pai, neste caso, irá contribuir com o cromossomo Y, que não carrega o gene para essa característica. O daltonismo (cegueira a cores) também é determinado de acordo com esse tipo de herança. • Herança restrita ao sexo: é aquela em que os genes estão localizados na região do cromossomo Y que não tem homologia com o cromossomo X. Assim, esses genes são encontrados apenas no sexo masculino na espécie humana, pois os homens têm um cromossomo X e um cromossomo Y no par sexual (XY), enquanto as mulheres apresentam dois cromossomos X neste par (XX). Os genes relacionados a este tipo de herança são denominados genes holândricos. (holo = todos; andros = masculino). Um exemplo dessa herança é o da hipertricose auricular, que se caracteriza pela quantidade excessiva de pelos no pavilhão auricular. O gene para essa característica passa diretamente do pai para o filho, nunca ocorrendo nas filhas, que não possuem o cromossomo Y. • “Linkage”: é o nome em inglês para ligação gênica ou ligação fatorial, que se refere à condição dos genes que se localizam no mesmo cromossomo. Genes nesta situação não apresentam segregação independente e a herança de características por eles determinadas segue um padrão diferente daquele previsto na Segunda Lei de Mendel.
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