Campanha contra Palmares. As primeiras expedições para Palmares, de simples reconhecimento, foram enviadas pelos holandeses. Após a expulsão desses holandeses em 1654, os luso-brasileiros enviaram 17 expedições contra Palmares. As mais importantes foram a de Antônio Jácome Bezerra e André da Rocha (1673), a de Manuel Lopes (1675), as de Fernão Carrilho (1677, 1684 e 1686) e as de Domingos Jorge Velho (1692 e 1693-1695). Os quilombolas resistiram por mais 20 anos antes de serem derrotados pela primeira vez, em 1677. Nesse ano, a primeira expedição de Fernão Carrilho tomou os mocambos do Amaro, de Aqualtune e de Subupira, destruiu as habitações e queimou as plantações. Capturou Ganga Zona, irmão do rei, Ganga Muíça, comandante militar, vários membros da família real e os chefes João Tapuia Ambrósio e Pedro Carapaça. Ganga Zumba aceitou a paz oferecida pelo governador de Pernambuco e passou a viver confinado em Cucaú.
Muitos mocambos continuaram resistindo, sob a liderança de Zumbi, sobrinho de Ganga Zumba. Contra esse grupo foram organizadas novas expedições. Em 1692, a do bandeirante Domingos Jorge Velho foi derrotada pelas forças de Zumbi. No ano seguinte, ele organizou nova expedição contra Palmares, auxiliado pelos destacamentos de Sebastião Dias e de Bernardo Vieira de Melo. Após longa resistência, os quilombolas foram cercados na Serra da Barriga. Zumbi foi morto em combate e o Quilombo dos Palmares foi totalmente destruído.
Outros quilombos. Além de Palmares, outros quilombos atingiram grande desenvolvimento, como o da Serra dos Parecis, os do rio Trombetas, no Pará, o de Turiaçu, no Maranhão, o de Carlota, em Mato Grosso, e o do rio das Mortes, em Minas Gerais. Houve quilombos em todo o território brasileiro. Na época do Império, os mais famosos foram os de Malunguinho, perto do Recife, e o de Cumbe, no Maranhão. Durante a campanha pela abolição da escravidão, os abolicionistas organizavam fugas de escravos para quilombos. |