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| O país em resumo | Nome oficial: República Italiana (Repubblica Italiana). Capital: Roma. Localização: Sul da Europa Ocidental. É banhado pelos mares Mediterrâneo, Tirreno, Jônico e Adriático. Ao Norte faz froneira com a Eslovênia, Áustria, Suíça e França. Nacionalidade: italiana. Área: 301.268 km². População (2010): 60.097.564 habitantes. Densidade demográfica (2010): 199,44 hab./km². Língua oficial: italiano. Composição étnica: a maioria da população é composta por italianos. Religião: maioria cristã.
Governo: Sistema de governo: república parlamentarista. Presidente: Giorgio Napolitano (DS), desde 2006. Primeiro-ministro: Silvio Berlusconi (PDL), desde 2008. Legislativo: bicameral. Senado, com 315 membros, e Câmara dos Deputados, com 630 membros eleitos por voto direto – em ambos os casos, para um mandato de cinco anos. Principais partidos: Povo da Liberdade (PDL), Coalizão A Oliveira (Partido Comunista Italiano, Democratas de Esquerda, Partido Popular Italiano, Renovação Italiana, União Democrática e outros), Coalizão Casa da Liberdade (Aliança Nacional, Força Itália, Liga Norte e outros) e Refundação Comunista (RC).
Economia: PIB (2009): 2.112.779 milhões de dólares. Indústria: automóveis, produtos químicos, têxteis e vestuário, calçados, alimentos. Agropecuária: cereais, hortaliças, azeitonas, uvas e outras frutas, gado. Exportação: automóveis,metais, maquinaria, têxteis e vestuário, alimentos industrializados, vinhos. Moeda: euro, que substituiu a lira italiana em 2002. |
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É uma república da Europa Meridional. Em Roma, encontra-se o Estado do Vaticano, cidade-estado soberana e sede mundial da Igreja Católica, uma enclave situada dentro da capital do país. O território italiano é uma península em forma de bota, que avança pelo Mar Mediterrâneo. Também fazem parte do país duas grandes ilhas: a Sardenha e a Sicília.
O Norte da Itália é uma das áreas industriais mais desenvolvidas da Europa. O Sul, que se dedica principalmente à agricultura, é pouco desenvolvido e marcado pelo atraso econômico.
Durante centenas de anos, a história da Itália foi a da civilização Ocidental. O Império Romano exerceu grande influência sobre as formas de governo, as artes e a arquitetura de muitos povos que surgiram mais tarde. O Renascimento, período de grandes realizações nas artes e no pensamento humano, começou na Itália por volta do séc. XIV e dali se difundiu pela Europa. Anualmente, milhões de turistas visitam o país, interessados em suas ruínas históricas, seu patrimônio cultural e suas belezas naturais. A cidade de Milão é um dos maiores expoentes mundiais da moda, concentrando os eventos mais famosos desse setor da economia. Veneza é famosa pelos canais que cortam a cidade. A culinária italiana e seus bons vinhos também são reverenciados no mundo inteiro. |
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| Moisés, estátua criada por Michelangelo, encontra-se no Museu do Capitólio, em Roma, na Itália. |
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HISTÓRIA Império Romano. A história da Itália é marcada por contínuas guerras e invasões. A partir de meados de 1.100 a.C., a região onde hoje está estabelecido o país foi vítima de sucessivas ocupações. Vilanovianos, etruscos e gregos invadiram e se apropriaram das terras da península. Por volta de 540 a.C., uma guerra entre gregos, etruscos e cartaginenses tirou os primeiros do poder, embora eles já tivessem consolidado a chamada Magna Grécia na região. O regime etrusco foi derrotado por volta do séc. VI a.C., quando uma república oligárquica se formou, consolidando-se, depois de várias batalhas, por volta de 42 a.C. Os conflitos armados continuaram até o reinado do último imperador romano, Rômulo Augústulo, derrotado em 476 d.C. por um bárbaro germânico, Odoacro. Em 489, Odoacro foi atacado e derrotado por Teodorico, rei dos ostrogodos. Este povo foi, por sua vez, expulso pelo imperador bizantino que governava a parte oriental do Império Romano, Justiniano, em 553. O antigo Império Romano estava outra vez unido. Mas, o domínio bizantino na Itália entrou em colapso em 572, em consequência da invasão dos lombardos. Dois séculos depois, a Igreja, aliada a Carlos Magno, derrotou os lombardos com a ajuda dos francos. Em 800, Carlos Magno foi coroado imperador dos romanos. Após a sua morte, Luís I, o Piedoso, assumiu o trono e dividiu o império entre seus filhos, que, por sua vez, lutaram entre si. Essas lutas prosseguiram até que Oto I, o Grande, rei da Alemanha, tornou-se imperador do Sacro Império Romano-Germânico em 962. Renascimento. A partir do séc. XI, algumas cidades italianas se desenvolveram economicamente devido ao comércio com o Oriente. Muitas se tornaram praticamente independentes, criando um forte poder local. A relação entre a Igreja e o Estado eram tensas e as batalhas e revoltas continuavam, subjugando a Itália ao domínio francês no séc. XIII. Com o restabelecimento da paz entre a Igreja e o Estado, a Itália viveu uma fase de prosperidade na segunda metade do séc. XV, tanto na economia quanto na cultura e nas artes. Esse período ficou conhecido como Renascimento. Mas a ascensão italiana despertou a cobiça de outras nações, e um novo período de guerras se iniciou. |
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| Corredor Vassari, na cidade de Florença, na região da Toscana, onde a população local vai às compras. |
Domínio Espanhol e Austríaco. Em 1519, o rei Carlos I da Espanha tornou-se o imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico. Em 1559, praticamente toda a Itália se encontrava sob o domínio da Espanha, principalmente porque a França havia renunciado à região transalpina pelo Tratado de Cateau-Cambresis. Paulatinamente, a Espanha perdeu seu poderio na Europa, impondo à Itália um declínio econômico que só foi interrompido no início do séc. XVIII, quando o país passou para a Áustria.
Revolução Francesa e Napoleão. A Revolução Francesa teve início em 1789 e logo encontrou seguidores entre os italianos. Em 1796, Napoleão Bonaparte invadiu o norte da Itália e expulsou os governantes austríacos. Temendo perder sua independência sob o domínio dos franceses, algumas cidades italianas ainda tentaram oferecer resistência, mas elas não foram bem-sucedidas. Muitos italianos queriam um país unido e livre do domínio estrangeiro, mas este objetivo foi frustrado quando, derrotado Napoleão em Waterloo, em 1815, o Congresso de Viena repôs a maioria dos antigos soberanos austríacos no comando da Itália. Um desses patriotas italianos, Giuseppe Mazzini, começou então a trabalhar em prol de uma unidade nacional e de uma república italiana independente.
Itália Unida. Em 1848, todas as cidades italianas importantes foram varridas por revoluções, sendo que, um ano depois, a Áustria as dominou, mantendo seu comando.
O conde Cavour, primeiro-ministro da Sardenha, tentou fazer dela um Estado independente. A proposta conquistou a maioria dos patriotas italianos, que passaram a associar a unificação do país à criação de um reino na Sardenha. A Áustria declarou guerra à Sardenha em 1859.
Em 1859 e 1860, várias regiões da Itália uniram-se em torno do reino da Sardenha. Em 1860, Giuseppe Garibaldi ajudou os sicilianos a lutar pela sua liberdade contra o reino de Nápoles. Mais tarde, suas tropas conquistaram o sul da Itália e a cidade de Nápoles.
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| Grande Canal, importante via que atravessa a cidade de Veneza e se estende por 4 km. |
O Reino da Itália. Em 1861, Vítor Emanuel II proclamou a formação do reino da Itália, do qual se tornou rei. Em 1866, ele apoiou a Prússia numa guerra contra a Áustria. Roma foi anexada ao território e a Itália passou a aglutinar finalmente toda a península. O reino da Itália tinha uma enorme dívida, poucos recursos e precisava lidar com seu atraso em relação às outras potências europeias. Nas cidades, o movimento socialista se organizava. Em 1881, a Itália tornou-se membro da Tríplice Aliança. Primeira Guerra Mundial. O país permaneceu fora do conflito por quase um ano. Em 1915, entrou na guerra a favor da Tríplice Entente (Grã-Bretanha, França e Rússia), que, num acordo secreto, lhe havia prometido em troca alguns territórios. Os tratados que se seguiram não satisfizeram a Itália, apesar de ela ter recebido importantes territórios que haviam pertencido ao Império Austro-Húngaro. A Itália sob Mussolini. Ao cabo da Primeira Guerra Mundial, os italianos estavam muito descontentes com o seu governo. Um novo movimento, chamado fascismo, liderado por Benito Mussolini, ex-socialista, começou então a conquistar o apoio da população. Os fascistas reivindicavam o controle do governo sobre o trabalho e a indústria. Em 1922, o rei designou Mussolini primeiro-ministro da Itália. Mussolini estendeu seus poderes até que, em 1927, já governava a Itália como ditador. Os fascistas não permitiam a atuação de outros partidos políticos e usavam o terror e a polícia secreta para coibir a oposição. Segunda Guerra Mundial. Em 1936, Benito Mussolini enviou quase 70 mil homens para auxiliar os rebeldes do governo de Francisco Franco na Guerra Civil Espanhola. Em 1940, a Itália entrou na Segunda Guerra Mundial, como aliada da Alemanha. As campanhas de Mussolini foram malsucedidas. Em 1943, o rei o forçou a renunciar e mandou prendê-lo. Mas para-quedistas alemães libertaram o ditador italiano, que fugiu para o norte da Itália, onde formou um governo próprio. A Itália rendeu-se no dia 3 de setembro e, em 13 de outubro, declarou guerra à Alemanha. Em 1945, italianos membros da resistência antigermânica prenderam e fuzilaram Mussolini, quando ele tentava fugir para a Suíça. A República Italiana. Humberto II tornou-se rei em maio de 1946. Em 2 de junho, a Itália realizou suas primeiras eleições livres em 20 anos. Os italianos escolheram o regime republicano em substituição à monarquia. Três partidos políticos – Democrata Cristão (PDC), Socialista (PS) e Comunista Italiano (PCI) – despontaram no cenário italiano. Com a ajuda financeira dos EUA, o país aumentou rapidamente sua produção industrial. Em 1955, a Itália ingressou na Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1957, entrou para a Comunidade Econômica Europeia (CEE), atual União Europeia. Nos anos 1960, a Itália iniciou grande crescimento econômico no norte. Paralelamente, o governo esforçou-se para elevar o nível econômico do sul. Mas a diferença entre o norte industrial e o sul agrícola continuou grande. Em 1962, a fim de manter o controle político da Itália, os democrata-cristãos uniram-se aos socialistas e formaram uma coalizão. Nos anos 1970, o PDC permaneceu como o maior partido político do país, mas sua vantagem sobre os demais, muito pequena, era obtida, de modo geral, graças ao apoio de legendas menores. Outros partidos se fortaleceram: o PCI, por exemplo, conseguiu obter o controle de vários governos locais. Em 1984, Bettino Craxi, do PS, tornou-se primeiro-ministro e o primeiro socialista a formar um gabinete na Itália. Contudo, os mercados financeiros internacionais fizeram com que Craxi adotasse um programa de ajuste de tendência nitidamente neoliberal. |
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| Fontana dei Quatro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios), na Piazza Navona, localizada no coração de Roma. |
A Itália na Atualidade. Em 1991, o PCI deixou de se orientar pelo marxismo e mudou seu nome para Partido Democrático da Esquerda (PDS). Nesse mesmo ano, um movimento separatista da região norte da Itália formou a Liga Norte (LN), que ganhou relativa expressão nas eleições regionais.
Ainda durante o governo de Craxi, membros do grupo de extrema esquerda Brigadas Vermelhas, de grupos terroristas de extrema direita e da Máfia Siciliana começaram a ser julgados e presos. Em 1992, em represália à ofensiva aos mafiosos, dois juízes foram assassinados. Também em 1992, começou a Operação Mãos Limpas, uma gigantesca ação da Justiça italiana para apurar a corrupção e o tráfico de influência.
Em 1994, Silvio Berlusconi foi eleito primeiro-ministro, com o apoio de uma coalizão que agrupava a Força Itália – seu partido –, a LN e os neofascistas da Aliança Nacional (AN). Nesse mesmo ano, cerca de 3 milhões de manifestantes protestaram em toda a Itália contra o seu projeto de orçamento, que estabelecia profundos cortes nos gastos sociais. Paralelamente, Berlusconi começou a ser investigado pela Operação Mãos Limpas.
Em 1995, ele renunciou, sendo substituído por Lamberto Dini. Em 1996, os deputados da LN anunciaram a formação de um governo provisório da chamada República Independente da Padânia. Por conta desse ato, mas sobretudo pela identificação de seu líder, Umberto Bossi, com o movimento neofascista italiano, a LN enfraqueceu-se nas eleições.
A coalizão A Oliveira, liderada por Romano Prodi, venceu as eleições parlamentares de 1996. Pela primeira vez na história da Itália, a esquerda controlava os ministérios.
Em 1998, o PDS mudou seu nome para Democratas de Esquerda (DS). Nesse mesmo ano, Prodi renunciou, premido por discordâncias em relação aos cortes nos gastos sociais. O ex-comunista Massimo D’Alema, do DS, foi eleito para o cargo de primeiro-ministro. Em 1999, Carlo Azeglio Ciampi tornou-se presidente.
Em 2000, D’Alema abandonou seu cargo e o socialista Giuliano Amato assumiu o posto de primeiro-ministro.
Em 2001, Silvio Berlusconi foi eleito primeiro-ministro mais uma vez. Com sua vitória, separatistas, xenófobos e neofascistas passaram a integrar o governo italiano, numa aliança que preocupou os países democráticos do mundo todo.
A Itália foi um dos países que trocou sua moeda tradicional, a lira, pelo euro.
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| Edifício do Batistério, construído nos séculos IV e V, na cidade de Florença |
ARTES
Há mais de 2 mil anos, os italianos vêm consolidando seu país em diferentes campos da expressão artística. Os nomes de maior destaque são:
Arquitetura. Filippo Brunelleschi, Donato Bramante, Leon Battista Alberti, Gian Bernini e Francesco Borromini.
Literatura. Dante Alighieri, Petrarca, Boccaccio, Alberto Moravia, Dino Buzzatti, Ignazio Silone, Pirandello, Umberto Eco, Maquiavel, Giambattista Vico, Benedetto Croce e Antonio Gramsci.
Pintura. Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Bellini, Botticelli, Piero della Francesca, Caravaggio, Rafael, Ticiano, Tintoretto, Umberto Boccioni, De Chirico, Carlo Carrà e Modigliani.
Escultura. Donatello, Michelangelo, Umberto Boccioni, Lorenzo Ghiberti, Gian Lorenzo Bernini e Verrocchio.
Música. Claudio Monteverdi, Gaetano Donizetti, Pietro Mascagni, Puccini, Rossini, Verdi, Paganini, Ottorino Respighi, Tomaso Albinoni e Vivaldi.
Cinema. Fellini, Pasolini, De Sica, Visconti, Rossellini, Antonioni, Scola e Bertolucci.
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