O Japão na Atualidade. Em 1955, várias facções políticas uniram-se e criaram o Partido Liberal Democrata (PLD). Esse partido – que congregava tanto conservadores como liberais – dominou a vida política do Japão durante a maior parte da segunda metade do séc. XX.
Em 1960, depois da assinatura de um tratado de cooperação mútua e segurança com os EUA, foram realizados violentos protestos que levaram o presidente norte-americano Eisenhower a cancelar uma visita ao Japão. O primeiro-ministro japonês Nobusuke Kishi renunciou, devido à oposição ao tratado. Em 1970, ele foi concretizado sem resistências.
A partir de 1988, o governo do primeiro-ministro Noboru Takeshita passou a ser acusado de corrupção, o que muito o abalou. Os escândalos descobertos foram temporariamente ofuscados pela morte do imperador Hirohito, em janeiro de 1989, que foi substituído por seu filho e herdeiro, o príncipe Akihito. Em abril, após ser acusado de receber suborno da empresa Recruit, Takeshita renunciou.
Em 1993, novos escândalos de corrupção provocaram divisões no interior do PLD. Em julho, dois grupos dissidentes do PLD realizaram uma histórica aliança com os socialistas do PSD (Partido Social-Democrata) e outros três partidos menores. Batizada de Komeito (Partido do Governo Limpo), a aliança culminou com formação de um novo governo. Em junho de 1994, o Japão passou a ser governado pelo seu primeiro chefe de governo socialista, Tomiichi Murayama.
Em março de 1995, a seita religiosa Aum Shinrikyo (Ensino da Verdade Suprema) realizou um ataque com o gás venenoso Sarin, no metrô de Tóquio, que resultou em 12 mortos e 5,5 mil pessoas intoxicadas. Este foi o primeiro de uma série de atentados com gases tóxicos realizados em outras cidades do Japão. A polícia prendeu os seguidores da seita, até que ela finalmente foi dissolvida, em outubro de 1995.
Em janeiro de 1996, o PLD retornou ao poder, indicando Ryutaro Hashimoto para o cargo de primeiro-ministro. O governo de Hashimoto teve de enfrentar uma série de escândalos no mercado financeiro, que criaram um clima de crise econômica e política.
Em 1998, a moeda japonesa, o iene, sofreu uma desvalorização jamais vista desde o fim da Segunda Guerra. Essa instabilidade cambial foi decisiva para a renúncia do primeiro-ministro Hashimoto.
Depois do afastamento de Hashimoto, um novo governo foi formado por Keizo Obuchi, mas ele morreu em maio de 2000. Em seu lugar, assumiu Yoshiro Mori, que não obteve sucesso ao implementar sucessivos pacotes de recuperação econômica. Além disso, novas denúncias de corrupção afetaram a imagem do governo. Mori deixou o cargo em abril de 2001. O ex-ministro da Saúde, Junichiro Koizumi, tornou-se o novo primeiro-ministro em meio a uma grave crise econômica, que forçou os analistas a reverem suas metas de crescimento do país para os próximos anos.
Eleições. Nas eleições de novembro de 2003, o PLD e seus aliados, o Partido Novo Komeito e o Novo Partido Conservador, conquistam maioria apertada. Nas eleições parciais para a Casa dos Conselhiros, em julho de 2004, o PLD sofre uma derrota, ao conquistar apenas 49 das 121 cadeiras em disputa, enquanto o Partido Democrático do Japão obtém 50. Apesar disso, a coalizão governamental mantém a maioria no Parlamento.
Em 2005, após o Parlamento rejeitar proposta para privatização dos correios do Japão, Koizumi dissolve a Casa dos Representantes e decide convocar eleições antecipadas, que ocorrem em setembro de 2005. O PLD de Koizumi vence ao conquistar 296 das 480 cadeiras em disputa, contra 113 do Partido Democrático do Japão.
Novo primeiro-ministro. Com a aposentadoria de Koizumi em setembro de 2006 e o fim de seu mandato, o PLD escolhe como chefe de gabinete do governo Shinzo Abe. O novo líder assume a chefia do governo com o objetivo de aprofundar as reformas liberais na economia implementadas por seu antecessor, com ênfase no sistema fiscal, na seguridade social e na aceleração da descentralização administrativa.
A renúncia. O mandato de Abe, no entanto, é curto. Em 12 de setembro de 2007, um ano após a ascenção ao cargo de primeiro-ministro, Shinzo Abe renuncia alegando como motivo a derrota política sofrida em julho - quando seu partido perdeu a maioria no Senado. Embora seus assessores afirmem que problemas de saúde tenham motivado o afastamento, pairam rumores de que Shinzo Abe teria sonegado impostos.
Moderado no poder. Após o mandato desastroso do nacionalista Shinzo Abe, o conservador moderado Yasuo Fukuda foi eleito primeiro-ministro do Japão. O novo líder promete melhorar a vida dos japoneses e diminuir as disparidades sociais atribuídas às reformas liberais de Koizumi. A princípio, o mandato de Fukuda encerra-se em setembro de 2009. |