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JAPÃO
O país em resumo
Nome oficial: Japão (Nippon).
Capital: Tóquio.
Localização: extremo Leste da Ásia. Suas quatro ilhas principais (Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu) são banhadas pelo Oceano Pacífico e pelo Mar do Japão.
Nacionalidade: japonesa ou nipônica.
Área: 377.801 km².
População (2010): 126.995.411 habitantes.
Densidade demográfica (2010): 336,14 hab./ km².
Língua oficial: japonês.
Composição étnica: japoneses.
Religião: maioria xintoísta e budista.

Governo:
Sistema de governo
: monarquia parlamentarista.
Chefe de Estado: imperador Akihito (desde 1989).
Primeiro-ministro: Naoto Kan (desde 2010).
Legislativo: bicameral: Casa dos Representantes, com 480 membros eleitos para um mandato de quatro anos, e Casa dos Conselheiros, com 242 membros eleitos para um mandato de seis anos, sendo que metade da bancada é renovada a cada três anos.
Principais partidos: Novo Komeito, Partido Liberal Democrata (PLD), Paritido Democrático do Japão (PDJ) e Partido Social-Democrata (PSD).

Economia:
PIB (2009)
: 5.068.997 milhões de dólares.
Agropecuária: arroz, beterraba, frutas cítricas e criação de gado.
Indústria e exportação: eletrodomésticos, computadores, eletroeletrônicos, telecomunicações e automóveis.
Indústria pesqueira: o Japão é um dos maiores produtores de pescado do mundo.
Moeda: iene.
Mapa
Ruas de Tóquio, capital japonesa, uma das maiores metrópoles do mundo.

País insular no Oceano Pacífico, é um arquipélago com mais de 3.400 ilhas. É a terceira economia do mundo, ficando atrás somente dos EUA e da China. Altamente industrializado, o Japão é um país exportador de produtos manufaturados. É também um país de contrastes: templos delicados, de centenas de anos, encontram-se ao lado de prédios construídos segundo as últimas tendências da arquitetura contemporânea. Os japoneses chamam seu país de Nippon, que significa fonte do sol.

Cerca de 85% do território é montanhoso – fato que obrigou 40% da população a concentrar-se em apenas 1% do território situado nas estreitas planícies da costa do Oceano Pacífico. A densidade demográfica das cidades japonesas ali localizadas chega a 1.000 hab./km². Situado nas bordas de duas placas tectônicas, e nas proximidades de outras duas, o país é extremamente instável geologicamente, sofrendo constantemente com terremotos e vulcões.

HISTÓRIA

Primeiros Tempos. O Japão antigo era controlado por clãs de guerreiros, cada um comandado por um chefe. Por volta do ano 400 d.C., o clã Yamato havia se tornado o mais poderoso do centro do Japão. Os chefes dos clãs são considerados os ancestrais da família imperial japonesa.

O Budismo chegou ao Japão por volta de 552 d.C., proveniente da China e da Coreia. Os budistas trouxeram a língua escrita, as artes e ofícios chineses. O príncipe Shotoku, que governou o Japão de 593 até sua morte, em 662, estimulou os japoneses a adotar a cultura chinesa. Ele é frequentemente chamado de fundador da civilização japonesa.

Uma nova classe guerreira chegou ao poder no Japão entre 1160 e 1200. Yoritomo estabeleceu seu governo militar em Kamakura, perto da Baía de Tóquio. Em 1192, o imperador lhe deu o título de xogum (general), permitindo-lhe que exercesse o poder de fato no Japão, em nome dele. O controle dos xoguns durou até 1867.

Cerejeira no Shinjuku Park, em Tóquio, cuja flor (sakura) é um dos símbolos nacionais do Japão.

Imperialismo e Industrialização. Em 1543, os marinheiros portugueses foram os primeiros europeus a conhecerem as ilhas orientais. Em 1549, um padre jesuíta espanhol, São Francisco Xavier, chegou a Kagoshima. Ele deu início à catequização dos japoneses. Alguns anos depois, os xoguns passaram a temer a possibilidade de invasão por alguma potência colonialista europeia. Eles tinham medo de que os missionários e comerciantes pudessem trazer consigo exércitos europeus, com o objetivo de conquistar as ilhas.

A partir de 1636, o país viveu um período de reclusão. Os japoneses obrigaram todos os mercadores europeus a abandonar o país, com exceção dos holandeses, que não haviam tentado difundir o Cristianismo. O Japão tornou-se um país isolado do resto do mundo até meados do séc. XIX.

Em 1853, uma frota da marinha de guerra dos EUA foi enviada ao país para forçar sua abertura comercial. Quando os norte-americanos aportaram, encontraram uma nação feudal. Diante da demonstração de força dos EUA, o Japão assinou o Tratado de Kanagawa, que abriu o comércio e estabeleceu relações diplomáticas entre os dois países.

Em 1867, o imperador Mutsuhito anunciou a restauração do Império. Publicou uma carta de juramento prometendo reformas econômicas, políticas e sociais. Esse período ficou conhecido como Era Meiji, que significa governo ilustrado. A primeira Constituição do Japão foi promulgada em 1889. Pela Carta Magna japonesa, o imperador era chefe de Estado. As reformas econômicas, por sua vez, visavam eliminar os entraves e resquícios do modo de produção feudal, preparando o Japão para o capitalismo.

Vendedor de calçados em um pequeno estabelecimento comercial em Tóquio.

Conflitos com a China. Na década de 1880, o Japão e a China passaram a disputar a Coreia, que era controlada pela China. Essa rivalidade culminou com a Guerra Sino-Japonesa (1894-1895), da qual o Japão saiu vencedor. A China foi obrigada a abdicar da Coreia e a ceder Taiwan ao Japão.O pano de fundo da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi a divisão de mercados e colônias entre as potências imperialistas. O Japão entrou na guerra diante da possibilidade de anexar as colônias da Alemanha na Bacia do Pacífico e as concessões alemãs na China. Conquistou seus objetivos e expandiu o Império do Sol Nascente.Em setembro de 1931, as tropas japonesas provocaram uma explosão perto da cidade de Chen-Yang. Acusaram os soldados chineses pela agressão e passaram a ocupar toda a Manchúria. Essa ação militar e a retirada do Japão da Liga das Nações marcam o início do período de expansão e política externa mais agressiva em busca de mercados consumidores de produtos manufaturados e fornecedores de matérias-primas, bem como de áreas para investir capitais.Em agosto de 1937, as tropas japonesas ocuparam Tien-Tsin e Pequim. Conquistaram Nanquim em dezembro. Assumiram o controle do norte e do centro da China e tomaram Cantão, no sul, em fins de 1938.

A Segunda Guerra Mundial. Em setembro de 1940, o Japão firmou uma aliança com a Alemanha e a Itália. Em 7 de dezembro de 1941, a expansão imperialista japonesa atingiu o seu auge com o ataque à base da frota naval do Pacífico, em Pearl Harbor. O incidente marcou a entrada oficial dos EUA na guerra. No início do conflito, o Japão obteve muitas vitórias importantes, mas com o desenrolar dos acontecimentos a ofensiva passou a favorecer aos aliados.Em agosto de 1945, os EUA realizaram o primeiro ataque nuclear às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Em 2 de setembro de 1945, o Japão se rendeu, pondo fim à guerra. O país estava arrasado. Muitas de suas cidades encontravam-se em ruínas, as indústrias haviam sido destruídas e as forças aliadas ocuparam o país, com o objetivo de desmilitarizá-lo e estimular a criação de uma democracia burguesa nos moldes ocidentais.

Representação de Cabúqui, teatro tradicional japonês.

Reconstrução. Em 1946, o comando das forças de ocupação deu início a um amplo programa de reformas econômicas. O Japão passou a ser visto pelos EUA como uma base de apoio para o capitalismo na Ásia, o que alterou profundamente a política de ocupação, que passou a dar prioridade à reconstrução do país e com isso deter o avanço do bloco soviético na região. Assim, o Japão passou a se beneficiar diretamente da ajuda econômica norte-americana, o que foi de suma importância para a sua recuperação econômica.

Dentre os fatores que contribuíram para o milagre japonês destacam-se: a grande disponibilidade de mão de obra barata e relativamente qualificada; os maciços investimentos realizados pelo Estado japonês em educação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico; a reconstrução da rede de infraestrutura e a reestruturação dos conglomerados empresariais, que passaram a ter uma organização em bases ocidentais, rompendo com a estrutura antiga, baseada nos laços familiares. Devido a essa combinação de fatores, o Japão passou a ser uma das nações mais industrializadas do mundo e o pais mais desenvolvido da Ásia.

Pavilhão Dourado, situado na cidade de Kyoto, no Japão.

O Japão na Atualidade. Em 1955, várias facções políticas uniram-se e criaram o Partido Liberal Democrata (PLD). Esse partido – que congregava tanto conservadores como liberais – dominou a vida política do Japão durante a maior parte da segunda metade do séc. XX.

Em 1960, depois da assinatura de um tratado de cooperação mútua e segurança com os EUA, foram realizados violentos protestos que levaram o presidente norte-americano Eisenhower a cancelar uma visita ao Japão. O primeiro-ministro japonês Nobusuke Kishi renunciou, devido à oposição ao tratado. Em 1970, ele foi concretizado sem resistências.

A partir de 1988, o governo do primeiro-ministro Noboru Takeshita passou a ser acusado de corrupção, o que muito o abalou. Os escândalos descobertos foram temporariamente ofuscados pela morte do imperador Hirohito, em janeiro de 1989, que foi substituído por seu filho e herdeiro, o príncipe Akihito. Em abril, após ser acusado de receber suborno da empresa Recruit, Takeshita renunciou.

Em 1993, novos escândalos de corrupção provocaram divisões no interior do PLD. Em julho, dois grupos dissidentes do PLD realizaram uma histórica aliança com os socialistas do PSD (Partido Social-Democrata) e outros três partidos menores. Batizada de Komeito (Partido do Governo Limpo), a aliança culminou com formação de um novo governo. Em junho de 1994, o Japão passou a ser governado pelo seu primeiro chefe de governo socialista, Tomiichi Murayama.

Em março de 1995, a seita religiosa Aum Shinrikyo (Ensino da Verdade Suprema) realizou um ataque com o gás venenoso Sarin, no metrô de Tóquio, que resultou em 12 mortos e 5,5 mil pessoas intoxicadas. Este foi o primeiro de uma série de atentados com gases tóxicos realizados em outras cidades do Japão. A polícia prendeu os seguidores da seita, até que ela finalmente foi dissolvida, em outubro de 1995.

Em janeiro de 1996, o PLD retornou ao poder, indicando Ryutaro Hashimoto para o cargo de primeiro-ministro. O governo de Hashimoto teve de enfrentar uma série de escândalos no mercado financeiro, que criaram um clima de crise econômica e política.

Em 1998, a moeda japonesa, o iene, sofreu uma desvalorização jamais vista desde o fim da Segunda Guerra. Essa instabilidade cambial foi decisiva para a renúncia do primeiro-ministro Hashimoto.

Depois do afastamento de Hashimoto, um novo governo foi formado por Keizo Obuchi, mas ele morreu em maio de 2000. Em seu lugar, assumiu Yoshiro Mori, que não obteve sucesso ao implementar sucessivos pacotes de recuperação econômica. Além disso, novas denúncias de corrupção afetaram a imagem do governo. Mori deixou o cargo em abril de 2001. O ex-ministro da Saúde, Junichiro Koizumi, tornou-se o novo primeiro-ministro em meio a uma grave crise econômica, que forçou os analistas a reverem suas metas de crescimento do país para os próximos anos.

Eleições. Nas eleições de novembro de 2003, o PLD e seus aliados, o Partido Novo Komeito e o Novo Partido Conservador, conquistam maioria apertada. Nas eleições parciais para a Casa dos Conselhiros, em julho de 2004, o PLD sofre uma derrota, ao conquistar apenas 49 das 121 cadeiras em disputa, enquanto o Partido Democrático do Japão obtém 50. Apesar disso, a coalizão governamental mantém a maioria no Parlamento.

Em 2005, após o Parlamento rejeitar proposta para privatização dos correios do Japão, Koizumi dissolve a Casa dos Representantes e decide convocar eleições antecipadas, que ocorrem em setembro de 2005. O PLD de Koizumi vence ao conquistar 296 das 480 cadeiras em disputa, contra 113 do Partido Democrático do Japão.

Novo primeiro-ministro. Com a aposentadoria de Koizumi em setembro de 2006 e o fim de seu mandato, o PLD escolhe como chefe de gabinete do governo Shinzo Abe. O novo líder assume a chefia do governo com o objetivo de aprofundar as reformas liberais na economia implementadas por seu antecessor, com ênfase no sistema fiscal, na seguridade social e na aceleração da descentralização administrativa.

A renúncia. O mandato de Abe, no entanto, é curto. Em 12 de setembro de 2007, um ano após a ascenção ao cargo de primeiro-ministro, Shinzo Abe renuncia alegando como motivo a derrota política sofrida em julho - quando seu partido perdeu a maioria no Senado. Embora seus assessores afirmem que problemas de saúde tenham motivado o afastamento, pairam rumores de que Shinzo Abe teria sonegado impostos.

Moderado no poder. Após o mandato desastroso do nacionalista Shinzo Abe, o conservador moderado Yasuo Fukuda foi eleito primeiro-ministro do Japão. O novo líder promete melhorar a vida dos japoneses e diminuir as disparidades sociais atribuídas às reformas liberais de Koizumi. A princípio, o mandato de Fukuda encerra-se em setembro de 2009.

Ator de teatro Nô, modalidade que utiliza máscaras

ARTES

Durante centenas de anos, as artes mediterâneas e chinesas influenciaram as artes japonesas. A influência ocidental começou no final do século XIX. No entanto, as características peculiares da arte japonesa sempre se mostraram de uma forma impar em sua história.

Pintura. A pintura japonesa começou como uma expressão do Budismo, utilizando técnicas e composições provenientes da China. Bastante coloridas, onde cada cor empregue tem seu significado, tratando principalmente de temas mitológicos.

Escultura. A maior parte da escultura tradicional japonesa data dos séc. VII ao XIV e foi criada para os templos budistas. A estátua mais famosa, o Grande Buda de Kamakura, tem 700 anos.

Teatro. Os japoneses criaram duas formas de teatro: o Nô e o Cabúqui. O teatro Nô desenvolveu-se no séc. XIV. Os poucos atores que participam desse teatro nobre e de movimentos lentos usam máscaras para indicar seus papéis. O teatro Cabúqui data do início do séc. XVIII e muitos de seus movimentos e gestos foram inspirados pelas peças Nô.

Cinema. O mais importante de todos os cineastas japoneses foi Akira Kurosawa, que dirigiu alguns dos grandes clássicos da história do cinema. Um de seus clássicos, Madadayo, conta a relação entre um professor aposentado, Uchida Hyakken, com seus ex-alunos.

Mangá. Essa é a palavra usada para referir-se a literatura em quadrinhos. Com estilos e personagens bem característicos da cultura japonesa, o mangá, tem sua origem do teatro de sombras. Atualmente esse estilo de quadrinho ganhou o mundo e tem uma legião de adeptos no Brasil.

Para conhecer a fantástica saga de Momotaro - o menino pêssego, visite o portal Nipocultura.

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