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Conflitos
A Ásia concentra alguns dos principais conflitos da atualidade que misturam questões étnicas milenares, conflitos pós-colonialistas, divisões religiosa e ideológicas, disputas por fronteiras e movimentos separatistas. 

Há décadas Índia e Paquistão brigam pela Caxemira; alijados do poder, os tâmeis lutam pela independência no Sri Lanka; a divisão coreana entre Norte e Sul é fonte de tensão permanente; há anos o governo nepalês e a guerrilha maoísta se enfrentam; a tensão étnica-religiosa e os movimentos separatistas marcam todo o arquipélago indonésio. 

No Oriente Médio, os conflitos que se sucedem desde a fundação de Israel, opondo judeus, palestinos e seus vizinhos árabes, até a ocupação do Afeganistão e Iraque pelas forças militares lideradas pelos Estados Unidos, fazem da região uma das mais instáveis do mundo.

A alta densidade demográfica das cidades japonesas provoca a superlotação dos trens metropolitanos, exigindo funcionários para compactar os passageiros nos vagões

População
O continente asiático é o mais extenso e povoado do mundo, com cerca de 3,9 bilhões de habitantes, 60% da população do planeta. Com um terço da população do continente, a China é o país mais populoso, seguido pela Índia, que já ultrapassou 1,1 bilhão de habitantes, a Indonésia e o Japão – todos países muito populosos. A mortalidade infantil do continente, concentrada nos países pobres do sudeste, só é inferior à africana, mas é compensada pela alta natalidade.

Crescimento em queda

Apesar de manter-se alta na maioria dos países, a taxa de crescimento demográfico asiática tem caído desde os anos 70. A população cresce cada vez mais devagar, especialmente nos países desenvolvidos, seguindo o processo de transição demográfica mundial. Hoje, a taxa média de cresciemento anual no continente é de cerca de 1,2%, semelhante à da Oceania. A população distribui-se irregularmente, principalmente pela existência de vastas áreas inóspitas, dominadas pelo frio, desertos ou altas montanhas. As áreas mais povoadas estão nas planícies irrigadas por grandes rios e nas áreas urbanizadas. Oriente Médio e Sudeste Asiático são as regiões com maior maior crescimento populacional.

Transição demográfica
Passada a aceleração demográfica que marcou o continente entre os anos 50 e 70, as taxas de natalidade caem rapidamente, assim como a melhoria das condições de vida aumenta a longevidade. Como resultado disso, a participação de menores de 15 anos na população cai de 40% naquela época para cerca de 28% nos dias de hoje, dentro da média mundial, enquanto os maiores de 60 anos logo serão mais de 10% dos asiáticos (era de cerca de 6,5% há quatro décadas). A população está concentrada na faixa costeira dos oceanos Pacífico e Índico. A densidade demográfica nessas regiões é muito elevada: na costa leste da China a média é de mais de 100 hab./km², e em Bangladesh supera os 975 hab./km². Cerca de 200 cidades asiáticas, metades delas na China, superam 1 milhão de habitantes, várias delas fundido-se em imensas aglomerações urbanas. A maior de todas é a grande Tóquio. A capital japonesa e as cidades em volta formam uma metrópole que, em 2006, aproxima-se do 36 milhões de habitantes.

A densidade populacional
humanizou a paisagem,
fazendo desaparecer a
vegetação natural,
como no Sri Lanka
As atividades humanas
Na Ásia há grandes contrastes no aproveitamento dos recursos naturais. Na Sibéria Ocidental o subsolo foi muito explorado. Há importantes jazidas de gás e petróleo, unidas à Europa por meio de longas instalações de gasodutos e oleodutos. Nessa zona desenvolve-se também uma intensa atividade agrícola e mineradora. Por outro lado, na região bengalesa, uma das mais habitadas da Terra, a ação humana limita-se à canalização dos rios para irrigação.

Há importantes jazidas petrolíferas na península Arábica, no golfo Pérsico e nas ilhas do sudeste asiático.




As atividades primárias
A maior parte da população dedica-se à agricultura de subsistência. O alimento básico da dieta asiática é o arroz, que contribui com 90% da produção mundial. Os principais produtores são a China, a Índia e a Indonésia. Nas zonas sob influência da monção o cultivo é intensivo, pouco automatizado e realizado em pequenas extensões de terreno. Além do arroz, planta-se chá, bambu, algodão e cana-de-açúcar. As ilhas e arquipélagos tropicais são historicamente conhecidos pela produção de especiarias.

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Cultivos industriais
Nas planícies subsiberianas e em parte da Anatólia predomina o cultivo de trigo. No Turquistão destaca-se a produção de algodão. Outros cultivos industriais são a juta, que é produzida na China, Índia e Bangladesh, e a borracha, na Malásia (um terço da produção mundial), Indonésia e Tailândia. A Índia e a China perfazem um total de 60% da produção mundial de cítricos. Além disso, a taiga siberiana é uma enorme fonte de recursos florestais destinados à produção de papel.

Os rendimentos obtidos com o gado são muito escassos, especialmente nos países sob influência indiana, onde as vacas não se destinam à produção de carne por motivos religiosos.







As atividades secundárias

A Ásia é um continente muito rico em fontes de energia. Os países da península Arábica são os principais exportadores de petróleo. Também há importantes jazidas de carvão na Rússia, na China e na Índia, e na Sibéria encontra-se uma imensa jazida de gás natural. O subsolo asiático é rico em diversos minerais: tungstênio (China, Coréia, Tailândia, Rússia), estanho (Malásia, Indonésia, Tailândia), cromo (Turquia, Rússia, Filipinas) etc.

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Regiões industriais
Por outro lado, o Japão, que é um dos países mais industrializados do mundo, possui poucas matérias-primas. O modelo de industrialização japonês, voltado à exportação, está sendo imitado por países como a Coréia do Sul e Formosa (Taiwan). Outras zonas industriais estão localizadas na China, sobretudo no litoral, Mandchúria e Novossibirsk (Rússia). Israel também conta com uma importante e moderna indústria.

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As atividades terciárias
As principais vias de comunicação são as fluviais, principalmente no sudoeste da Ásia e na China. O Japão conta com as melhores instalações portuárias. Além disso, o tráfego do porto livre de Hong Kong gera uma frenética atividade comercial na região.

Transportes terrestres
As comunicações ferroviárias também são importantes. O trem transiberiano atravessa o norte do território asiático desde Moscou, na Europa, até Vladivostok, completando um percurso de mais de 9.000 km. As linhas do Turquistão à Sibéria e a linha do Tauro também são dignas de destaque. O transporte rodoviário encontra-se menos desenvolvido. As principais vias são as que unem o Mediterrâneo à Índia e a que faz a comunicação entre a Índia e a China através do Himalaia.

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O bem-estar social
O contraste social na Ásia é muito acentuado: enquanto o Extremo Oriente, com exceção da Coréia do Norte, e alguns países do Oriente Médio desfrutam de índices de desenvolvimento humano médios e elevados, as populações da maior parte das nações asiáticas, especialmente no sudeste, no subcontinente indiano e na Ásia Central enfrentam sérias dificulades sociais. As grandes massas de população da China e da Indonésia apresentam um IDH médio que reflete os grandes progressos obtidos por ambos os países. Além disso, na Índia e em Bangladesh as condições de subsistência são precárias. Na encosta mediterrânea sobressai Israel, enquanto nos demais países as condições de vida são medianas.

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