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Gigante de gás
 
Assim como seu vizinho Júpiter, Saturno é uma grande concentração de gases, com predominância do hidrogênio. Mas o que chama a atenção de pesquisadores há séculos são os vários anéis que circundam o planeta.



Tétis é um dos maiores satélites que orbitam Júpiter.
 
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Saturno é o último planeta do sistema solar que pode ser visto a olho nu e, por isso, é conhecido desde os tempos mais remotos. Fascinados com aqueles objetos celestes que se moviam no céu de maneira diferente das estrelas, os homens da Antigüidade atribuíram a eles poderes divinos. Com Saturno eram sete os corpos celestes, cada qual homenageado em um dia da semana: Lua (segunda-feira), Marte (terça-feira), Mercúrio (quarta-feira), Júpiter (quinta-feira), Vênus (sexta-Feira), Saturno (sábado) e Sol (domingo).


Mundo sem terra firme
Saturno é um lugar pouco atrativo para os seres humanos: a atmosfera composta em grande parte por hidrogênio é irrespirável e agitada por ventos fortíssimos que, em pouco tempo, destruiriam qualquer ser vivo. Na hipótese de um homem sobreviver a esse ambiente inóspito, ainda teria de suportar uma terrível pressão atmosférica em um mundo sem terra firme. O céu, constantemente nublado, impede a visão não apenas do Sol, mas também dos maravilhosos anéis que deram notoriedade ao planeta. A densidade do planeta é menor que a da água: se pudéssemos colocar Saturno em um oceano gigante, ele flutuaria!

Um anel? Não, vários
Antes das informações obtidas pelas sondas Pioner 11 e Voyager 1 e 2, os astrônomos pensavam que Saturno era circundado por apenas quatro anéis. Atualmente sabe-se que existem, em torno do planeta, quatro grandes grupos de anéis, com milhares de divisões entre eles. A origem desses anéis ainda é polêmica. A hipótese mais aceita afirma que um satélite muito próximo ao planeta teria se fragmentado em milhares de estilhaços. Cada pedaço teria adquirido velocidade diferente, e os freqüentes choques entre os vários pedaços aumentaram a fragmentação. A relativa estabilidade das órbitas dos anéis deve-se à força gravitacional gerada pelos vários satélites que orbitam Saturno.


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