Berço
de estrelas
Uma estrela
nasce quando uma quantidade de gás muito grande, em geral
hidrogênio, começa a entrar em colapso por causa
da força gravitacional:
1 - Os átomos do gás se contraem por causa da
força da gravidade e começam a colidir em velocidades
cada vez mais crescentes.
2 - O gás se aquece até o ponto em que os átomos,
ao se chocarem, não vão mais se ressaltar, mas
se amalgamar, formando hélio. Essa reação
desprende calor, que aquece ainda mais a concentração
de gases, e é o que faz a estrela brilhar.
3 - O calor adicional também aumenta a pressão
do gás, até que essa força seja suficiente
para equilibrar a atração gravitacional. Nesse
momento, a estrela pára de se contrair. Para entender
esse equilíbrio de forças, podemos pensar em um
balão de ar: há um equilíbrio entre a pressão
interna do ar, que tenta inflar o balão, e a borracha,
que tende a conter o movimento.
4 - As estrelas permanecem estáveis por muito tempo.
Pelo menos até que o hidrogênio em seu interior
comece a se esgotar. Aí ela entra em colapso.
Estrelas
em colapso
Pode parecer estranho, mas quanto mais
hidrogênio uma estrela tem em seu interior, mais rápido
ela consome todo o seu combustível. Isso porque, quanto
maior a massa, maior a força da gravidade. E mais calor
será necessário para mantê-la em equilíbrio.
Nosso Sol já tem cinco bilhões de anos, e ainda
vai brilhar por outros cinco. Mas estrelas maiores são
capazes de queimar todo o seu combustível no curto
período quando se trata de estrelas, é
claro! de 100 milhões de anos. Quando o combustível
se esgota, a estrela esfria e a força da gravidade
não encontra mais forças contrárias.
Aí começa a se contrair. Nesse momento, dependendo
da quantidade de massa inicial, a estrela pode ter três
finais diferentes:
1 - Se for uma estrela com até três vezes a massa
do nosso Sol, ela será comprimida pela força
da gravidade até que suas partículas fiquem
compactadas ao máximo. Tornam-se anãs brancas.
2 - Se for uma estrela com massa inicial maior do que três
vezes o nosso Sol, ela explodirá, transformando-se
em uma supernova. Isso acontece porque as reações
nucleares acabam produzindo um núcleo de ferro, que
não pode ser utilizado como combustível nuclear.
A fusão do ferro absorve energia, ao invés de
liberá-la. Isso causa um colapso interno: quando o
núcleo atinge a temperatura de 50 bilhões de
graus Celsius, emite um fluxo de pequenas partículas
energéticas, chamadas neutrinos. Os neutrinos fragmentam
a estrela em uma explosão espetacular.
Da supernova
ao buraco negro
Algumas vezes, a explosão da supernova não representa
o final da antiga estrela: sobra um pequeno "caroço"
de matéria. Se esse "caroço" for menor
do que uma vez e meia o nosso Sol, ele reencontra o equilíbrio
e se transforma em uma estrela de nêutrons. Agora, se
for maior do que isso... o objeto entra em colapso e se transforma
em um buraco negro.
|