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 Um planeta, diferentes estações
A mudança de estação não é marcada apenas por condições climáticas, mas por interessantes eventos astronômicos.
  
 


Todo mundo sabe

Você pode perguntar para qualquer um: como são as estações do ano? Provavelmente, a resposta vai ser a seguinte: primavera é a estação das flores; verão, a estação do calor; outono, a estação em que as folhas caem; e inverno, a estação do frio. Mas, se pararmos para pensar, nem sempre é assim. Em algumas partes do Brasil, por exemplo, distinguimos apenas duas estações: o verão, ou estação das chuvas, e o inverno, ou estação da seca. Já nos Estados Unidos e na Europa, as quatro estações são bem definidas: neve no inverno, folhas secas no outono, flores na primavera e aquele solzinho gostoso no verão. Por que acontece isso?


O Equador e os trópicos
O Equador é a linha imaginária que divide o planeta em dois hemisférios. Mais ao sul do Equador está o Trópico de Capricórnio e, ao norte, o Trópico de Câncer. A região entre os dois trópicos é chamada região tropical. Agora reveja a imagem que mostra a radiação solar em diferentes momentos do ano:

   
 


Note que, independentemente da época do ano, a variação da radiação solar é menor na área tropical do que na região conhecida como temperada – que está entre os trópicos e os círculos polares Ártico e Antártico. Por isso, a diferença entre as estações vai ser menos marcante nos trópicos do que nas zonas temperadas. Mas, e as zonas polares, como ficam? Tanto o Ártico como a Antártida vivem uma curiosa situação: durante o verão – quando o Sol irradia fracamente a região –, é dia. Um longo dia de seis meses. Conforme vai chegando o inverno, começa lentamente a escurecer, até chegar a noite – e os pólos mergulham em uma escuridão de meio ano.

Solstícios e equinócios
Independentemente das características climáticas nas diferentes regiões do planeta, todas as mudanças de estação são marcadas por eventos astronômicos interessantes. Na entrada do verão e do inverno acontecem os solstícios – do latim solstitiu = sol parado. Na primavera e no outono, os equinócios – do latim aequinoctiu = noite igual. Esses eventos estão relacionados ao movimento aparente do Sol durante o ano. Como assim? Vamos supor que todos os dias você observe o pôr-do-sol do mesmo lugar. Num belo momento, você nota que ele não se põe todos os dias exatamente no mesmo ponto. Curioso, você começa a fazer marquinhas diárias em uma cerca. Depois de um ano, o que você vai descobrir?

Percurso do Sol
Aqui no hemisfério Sul, no verão, o sol não se põe exatamente no oeste, mas um pouquinho mais para o sul. Conforme os dias passam, o poente vai "caminhando" lentamente até coincidir exatamente com o oeste. Os dias continuam passando, e o Sol continua seguindo para o norte. Um belo dia, ele pára. E começa a voltar em direção ao oeste. Segue para o Sul, até parar novamente e recomeçar todo o percurso. Você acaba de descobrir os solstícios e os equinócios. Veja só: no verão, o pôr-do-sol vai se deslocando até atingir o oeste: esse é o dia do equinócio de outono. Mas ele não pára aí e continua se deslocando, um pouquinho para o norte. De repente ele pára e começa a seguir na direção contrária. Esse dia da "parada" é o solstício de inverno – lembre-se de que solstício significa "sol parado"! Ele passa mais uma vez pelo oeste – chegamos ao equinócio de primavera. E segue mais uma vez para o sul, até parar novamente – finalmente, o solstício de primavera. Veja como ficou sua cerca depois de um ano:

















No equinócio, os dois hemisférios da Terra recebem a mesma quantidade de radiação solar.

O mesmo não acontece no solstício: um hemisfério é muito mais "irradiado" do que o outro.
 

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