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Diferenças entre a língua falada e a língua escrita
| Língua Falada |
Língua Escrita |
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Palavra sonora |
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Palavra gráfica |
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Recursos: signos acústicos e extralingüísticos, gestos, entorno físico e psíquico |
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Pobreza de recursos não-lingüísticos; uso de letras, sinais de pontuação |
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Requer a presença dos interlocutores. Ganha em vivacidade |
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Comunicação unilateral. Ganha em permanência |
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É espontânea e imediata. Uso de palavras-curinga, de frases feitas |
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É mais precisa e elaborada. Ausência de cacoetes lingüísticos e vulgarismos |
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A expressividade permite prescindir de certas regras |
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Mais correção na elaboração das frases. Evita a improvisação |
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É repetitiva e redundante |
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É mais sintética. A redundância é um recurso estilístico |
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A informação é permeada de subjetividade e influenciada pela presença do interlocutor |
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É mais objetiva. É possível esquecer o interlocutor |
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O contexto extralingüístico é importante |
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O contexto extralingüístico tem menos influência |
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Registros da língua falada
Há pelo menos dois níveis de língua falada: a culta ou padrão e a coloquial ou popular. A linguagem coloquial também aparece nas gírias, na linguagem familiar, na linguagem vulgar e nos regionalismos e dialetos.
Essas variações são explicadas por vários fatores:
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Diversidade de situações em que se encontra o falante: uma solenidade ou uma festa entre amigos. |
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Grau de instrução do falante e também do ouvinte. |
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Grupo a que pertence o falante. Este é um fator determinante na formação da gíria. |
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Localização geográfica: há muitas diferenças entre o falar de um nordestino e o de um gaúcho, por exemplo. Essas diferenças constituem os regionalismos e os dialetos. |
Atenção: o dialeto é a variedade regional de uma língua. Quando as diferenças regionais não são suficientes para constituir um dialeto, utilizam-se os termos 'regionalismos' ou 'falares' para designá-las.
A língua falada como recurso literário
A transcrição da língua falada é um recurso cada vez mais explorado pela literatura graças à vivacidade que confere ao texto.
Observe, no trecho seguinte, algumas das características da língua falada, tais como o uso de gírias e de expressões populares e regionais; incorreções gramaticais (erros na conjugação verbal e colocação de pronomes) e repetições:
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'– Menino, eu nada disto sei dizer. A outro eu não falava, mas a ti eu digo. Eu não sei que gosto tem esse bicho de mulher. Eu vi Aparício se pegando nas danças, andar por aí atrás das outras, contar histórias de namoro. E eu nada. Pensei que fosse doença, e quem sabe não é? Cantador assim como eu, Bentinho, é mesmo que novilho capado. Tenho desgosto. A voz de Domício era de quem falava para se confessar:
– Desgosto eu tenho, pra que negar?... '
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(Pedra Bonita, de José Lins do Rego) |
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| Livro árabe antigo: o texto escrito tem sido um referente cultural ao longo da história, em todas as línguas existentes no mundo. |
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Registros da língua escrita
Além dos dois grandes níveis – língua culta e língua coloquial –, os registros escritos são tão distintos quanto as necessidades humanas de comunicação. Destacam-se, entre outros, os registros jornalísticos, jurídicos, científicos, literários e epistolares.
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